Você conhece a conversa: brasileiro é acomodado, não reclama de nada, "a gente deveria ir para as ruas protestar, mas preferimos ficar em casa nos queixando". Por muitos anos esta era a imagem que os brasileiros tinham de si próprios. Tudo mudou, entretanto, em 2013, quando explodiram as históricas manifestações em todo o Brasil, motivadas inicialmente pelo aumento da tarifa de ônibus em São Paulo. Na ocasião, a Polícia Militar do estado teve de agir durante várias semanas seguidas para dispersar os manifestantes, muitas vezes de forma violenta e infundada. De lá pra cá pouca coisa mudou em relação às manifestações. Elas estão mais dispersas, mas acontecem com cada vez mais frequência, pelos mais diversos motivos.

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Mas o que mudou foi a atuação da Polícia Militar. Nos últimos três anos, o policiamento do estado de São Paulo aprimorou suas técnicas de controle de multidões, e as novas táticas tem sido utilizadas cada vez com mais frequência. Conheça as principais armas - comportamentais e não-letais - que a PM tem utilizado em todo o estado:

Balas de borracha

As balas de borracha são muito parecidas com as balas reais, com praticamente uma única diferença: elas são feitas de látex, ao contrário das balas tradicionais, que são feitas de metal. Apesar de ser chamada de arma não-letal, um tiro de bala de borracha pode sim causar a morte da vítima, ou deixá-las com sequelas graves.

Gás lacrimogêneo

O gás lacrimogêneo engloba uma série de substâncias que causam irritação em olhos, mucosas e pele.

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É uma arma química de baixo potencial letal. É potencialmente fatal para pessoas com problemas respiratórios.

Envelopamento

A tática consiste em cercar o grupo de manifestantes e impedi-los de se moverem em qualquer direção. A prática é criticada por órgãos de defesa dos direitos humanos, que dizem que ela impede o direito à #Manifestação e o direito de ir e vir. 

Ketling

Tática que envolve vários cordões de policiais enfileirados, que avançam contra a multidão, confinando-a a espaços cada vez menores. Após a multidão ser contida, os policiais mantém as pessoas dentro do espaço por horas, sem acesso à água ou comida, até que os manifestantes estejam cansados o suficiente para não serem considerados uma ameaça. A tática é criticada por prender não apenas manifestantes perigosos, mas também os pacíficos e pessoas que estavam apenas de passagem pelo local do protesto. A tática foi usada pela primeira vez em São Paulo durante a copa de 2014, quando 1500 manifestantes foram confinados apesar do protesto ter sido pacífico.

Tropa do braço

Grupo de policiais especializados em artes marciais que prendem manifestantes sem a necessidade de uso de armas de baixo potencial letal.

Robocops

O Robocop é um exoesqueleto de polipropileno utilizado por policiais para confrontar multidões. O kit inclui viseira de acrílico, botas antiderrapantes, protetor facial e cobertura de couro no peito. #Casos de polícia #Protestos no Brasil