O ranking conhecido internacionalmente como Soft Power (poder de influência através do esporte e da cultura), que faz oposição direta ao Hard Power (diz respeito ao poderio econômico e militar), foi idealizado pela consultoria da Grã-Bretanha de nome Portland, e é justamente nesse sistema organizado de pontuação que o Brasil acaba de cair uma posição em relação ao ano de 2015, basicamente devido a 2 fatores principais, que são: a crise política que reina atualmente no país e a epidemia do zika vírus

São 30 as nações ranqueadas, onde no ano passado, o Brasil ocupava a 23ª colocação no grid (em 2016 está na 24ª posição).

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Sem causar muito espanto, os EUA estão em 1º lugar, seguidos do Reino Unido, Alemanha, Canadá e França. O único outro país da América Latina presente na lista, além do Brasil, é a Argentina, ocupando a última posição. 

Critérios de caráter objetivo, tais como: notas dos alunos brasileiros em avaliações internacionais e percentual de homicídios associados a pesquisas de opinião pública, além de determinadas informações cedidas pelo Facebook, são utilizados pela Portland na confecção do ranking. São 6 os tópicos de análise da consultoria, a saber: governo, educação, cultura, participação global, digital e empresas, sendo justamente no sub-critério 'governo', onde são confrontados princípios políticos do país, instituições públicas e também os sintomas das políticas consideradas públicas, que o Brasil perdeu preciosos pontos. 

Enfim, os avaliadores britânicos reforçam que o imbróglio da situação política adversa do Brasil no que diz respeito ao processo de impeachment da presidente #Dilma Rousseff foi o principal responsável pela queda classificatória do país.

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Aliado ao show de escândalos e corrupções sucessivas que se sucedem também no governo interino, a epidemia do zika vírus que demorou a ser combatida pelas autoridades, contribuíram para o declínio no ranking dos brasileiros e manchou os cartões de visita do país no estrangeiro. 

Com a inclusão das notas do exame internacional de Pisa na Itália, onde os representantes brasileiros foram mal, o país passou a ocupar o último lugar no quesito educação, sendo que, anteriormente, era o 23º país nesse item. 

No que tange ao percentual da participação global brasileira, analisando o potencial do país na diplomacia e no que agrega no âmbito internacional, esse cresceu 8 posições. Apesar de diplomatas de carteirinha falarem que o Brasil perdeu influência no âmbito internacional na época de Dilma, o fato da nação ter recebido prontamente refugiados da guerra civil da Síria, fez com que o país fosse muito melhor avaliado na pesquisa. O mesmo se deu com os acordos liberando a entrada do passaporte brasileiro sem visto em um número maior de terras. 

O destaque dos países no topo do ranking fica por conta do Canadá, com o seu 1º ministro Justin Trudeau, que teve, por exemplo, uma de suas respostas viralizadas na internet ao responder sobre o motivo de 50% dos componentes de seu governo ser mulheres.

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A resposta foi: “porque estamos em 2015". Nisso, ao menos, o Canadá é bem melhor do que o governo do interino Michel Temer. #Crise no Brasil #Michel Temer