O ex-presidente da Câmara dos deputados, Eduardo Cunha, do PMDB, decidiu jogar tudo no ventilador nesta terça-feira, 21, durante uma coletiva de imprensa. Em sua primeira aparição pública após o Conselho de Ética ter aprovado o parecer pela sua cassação, o político eleito pelo Rio de Janeiro voltou a negar ter mentido para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobrás. Ele ainda acusou a presidente afastada #Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), de tentar comprar sua posição para evitar que ele abrisse o processo de impeachment contra ela. 

De acordo com o peemedebista, o governo até então chefiado pela petista, teria oferecido a ele o controle do Conselho de Ética da Câmara.

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Cunha contou que em troca os petistas o ajudariam, já que ele também era ameaçado de cassação. Além de Dilma, o político atacou os aliados da companheira política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele mirou em especial o ex-ministro da Casa Civil Jaques Wagner, contando que esse teria ajudado nesse tipo de negociação. Outro que foi acusado foi o presidente do Conselho de Ética da Câmara, José Carlos Araújo, do Partido da República baiano. 

"É fantasiosa essa história fantasiosa utilizada pelo PT, até porque era muito simples, a decisão já estava assinada e guardada em um cofre", contou ele citando o fato da legenda ter dito que ele só abriu o processo de impeachment contra Dilma em tom de vingança por não ter recebido o devido apoio. 

Cunha já abriu a coletiva criticando a TV Globo.

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O evento era transmitido ao vivo pela Globo News.  O deputado criticou o principal telejornal da emissora, o 'Jornal Nacional', que só usaria uma frase para ele ter como defesa, mas tempo enorme para a acusação. Da acordo com o presidente afastado da Câmara, o programa comandado pelo jornalista William Bonner faz um revezamento das mesmas pessoas para falar mal dele. A transmissão foi retirada do ar após as acusações. A Globo ainda não cometeu o fato da coletiva ter sido retirada do ar sem explicações.  #Eduardo Cunha