Léo Pinheiro é mais um dos nomes que promete fazer muito barulho na política com suas delações. O ex-presidente da OAS decidiu abrir o pico e já começa a fazer delações premiadas. Tudo na tentativa, é claro, de ter a pena reduzida. Esse tipo de ação vem sendo tomada por diversos outros nomes apurados na operação conduzida pelo juiz Sérgio Moro e pela Polícia Federal. De acordo com o colunista Lauro Jardim, em nota publicada neste domingo, 12, uma revelação nova poderia atingir em cheio a hoje líder da rede e considerada pela mídia pré-candidata à presidência, Marina Silva.

O ex-presidente da OAS teria dito que ajudou a campanha presidencial de Marina Silva no ano de 2010 com dinheiro de Caixa 2, quando valores não são declarados à Justiça.

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Naquela oportunidade, Marina veio como candidata pelo Partido Verde, o PV. Em 2014, ela tentou novamente a candidatura, dessa vez pelo PSB. O segundo nome prejudicado na delação é o de Guilherme Leão, proprietário da Natura. Guilherme tentou a vice-presidência em 2010.

De acordo com Lauro Jardim, o delator disse que nomes importantes do PV, como Alfredo Sirkis, chegaram a acompanhar a negociação de valores, quando esses foram fechados. Nos registros oficiais do Tribunal Superior Eleitoral, TSE, não há registros de doações legais feitas pela empreiteira OAS. Em nota enviada ao jornal 'O Globo', Guilherme e Marina Silva negam qualquer envolvimento em esquemas ilegais naquela eleição. 

O presidente e dono da Natural diz que chegou a se encontrar com o ex-presidente da OAS. No entanto, segundo ele, o encontro foi para discutir as propostas do Partido Verde para a candidatura de 2010.

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Ele explica que Léo Pinheiro sinalizou que apoiaria a legenda que defende a sustentabilidade, mas que certamente todo tipo de doação, se aconteceu, foi realizada por meios legais.

Marina Silva publicou uma explicação sobre o caso nas redes sociais. De acordo com ela, nenhum real sequer foi enviado para qualquer campanha dela sem que esse não tenha sido declarado. Caso o delator confirme as informações ditas, esse pode ser o fim para Marina Silva na corrida pela presidência em 2018. A revelação pode ser fatal.  #Crime #Investigação Criminal