O engenheiro Zwi Skornicki, que trabalhava no Brasil para o estaleiro Keppel Fels, colocou mais pedra no sapato na defesa da presidente afastada da república Dilma Rousseff. Ele diz que a representante do Partido dos Trabalhadores (PT) teria adquirido de forma irregular mais de R$ 15 milhões para sua campanha eleitoral. O dinheiro foi pago em dólar e representa um suposto caixa dois que pode complicar ainda mais a defesa de petista, que alega jamais ter cometido qualquer crime durante sua estadia na presidência. No processo de #Impeachment, Rousseff é acusada de ter cometido as chamadas "pedaladas fiscais", o que configura pela Constituição brasileira como crime de responsabilidade.

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A suspeita de investigadores da Lava Jato é que o dinheiro tenha saído do desvio de corrupção da maior estatal brasileira, a Petrobrás. De acordo com o engenheiro, o dinheiro foi pago pessoalmente ao marketeiro do Partido dos Trabalhadores (PT), João Santana, que também foi preso. O dinheiro extra não foi declarado à Justiça Eleitoral. Caso o crime seja confirmado, além de Dilma, quem pode ser afetado pela delação premiada do engenheiro é o presidente em exercício Michel Temer, que durante duas eleições seguidas fez chapa com Dilma. 

Enquanto isso, Dilma tenta se defender como pode e, é claro, reverter a situação do impeachment. Ela conta com o discurso do pedido de novas eleições para convencer os Senadores a mudarem seus votos. Lembrando que no dia 12 de maio, quando a presidente foi afastada, ela recebeu 55 votos, um a mais do que o necessário para a deposição.

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Quatro Senadores não votaram naquela data. No entanto, nesta nova votação, pelo menos outros quatro Congressistas já se mostraram inclinados a reverter seus votos.

A situação é tensa para Michel Temer. Isso porque o número de votos que leva à deposição no Brasil é altíssimo e existe o risco para o peemedebista que Dilma realmente consiga voltar ao poder. Por isso, ele tenta reajustar as contas o mais rápido possível, mostrando que tem mais capacidade de governar que ela.  #Dilma Rousseff