O delegado Alessandro Thiers ficou conhecido em todo o país por ser ele o primeiro a investigar o caso de um estupro coletivo de uma menina de 16 anos no Rio de Janeiro. Ele acabou sendo afastado do caso depois de duvidar de alguns trechos do depoimento da vítima, que revelou ter sido violentada sexualmente por 33 homens. A vítima e sua então advogada chegaram a chamar o profissional de machista por conta da tese e de perguntas como: "Você já teria realizado sexo grupal antes?".

No entanto, mesmo depois de ter sido afastado até da titularidade da Delegacia de Repressão de Crimes de Informática, Alessandro pede uma melhor investigação sobre a jovem X, que agora não mora mais no Rio de Janeiro depois que virou uma das integrantes do Programa de Proteção à Vítima.

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Em entrevista ao jornal 'O Estado de São Paulo', ele fez uma revelação surpreendente. De acordo com o delegado, durante os depoimentos dados pela jovem, ela chegou a confessar que teria envolvimento com traficantes. 

Foram justamente os traficantes que teriam abusado dela sexualmente. Acredita-se que essa não teria sido a primeira vez que a menina transou com os criminosos. Ela recebia drogas constantemente por seus serviços sexuais no Morro do Barão, comunidade localizada em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. 

Para o delegado de 41 anos, os depoimentos da jovem mostram que ela ajudaria traficantes, inclusive, a preparar a droga que era vendida. Ou seja, além de ser uma vítima, ela também seria criminosa.

O delegado disse que não tem conhecimento sobre o outro vídeo divulgado na mídia, onde a jovem aparece tendo relações sexuais com vários homens.

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No entanto, que nas imagens divulgadas no primeiro vídeo, criminalmente não fica caracterizado o #Crime de estupro, mas sim de difamação. De acordo com ele, dizer isso não significa afirmar que não houve a violação antes ou depois da gravação. Ele ainda comentou que a parte onde o homem fala "mais de 30 engravidou" se refere à uma letra de funk muito conhecida na comunidade. "A imprensa colocou como se a versão da menina fosse verdade absoluta", critica o delegado.  #Investigação Criminal