De acordo com informações do site 'Diário do Poder' em reportagem publicada nesta sexta-feira, 10, ao todo, a deputada Jandira Feghali recebeu R$ 410 mil em doações que vieram interligadas à Construtora Queiroz Galvão, uma das empresas investigadas pela Operação #Lava Jato. Jandira é um dos membros mais conhecidos do Partido Comunista, o PCdoB. A empresa que ela conseguiu dinheiro é apurada por supostamente ter ajudado a roubar dinheiro da Petrobrás. A verba surrupiada da estatal era usada justamente para conseguir apoios políticos. 

Segundo o site 'Diário do Poder', a deputada que defende a permanência da presidente afastada Dilma Rousseff no poder, teria até mentido nessa semana, quando afirmou que recebeu apenas uma doação da Queiroz Galvão na Campanha de 2014.

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Os registros do TSE, o Tribunal Superior Eleitoral, acabam contradizendo a deputada eleita pelo Rio de Janeiro é que a candidata à prefeitura que recebe as Olimpíadas. 

Quem também pode prejudicar a deputada comunista é o ex-diretor da  Transpetro, Sérgio Machado. Ele deu depoimentos à Operação Lava-Jato, nos quais revela que foi solicitado pela política a intermediar doações advindas da empreiteira. R$ 300 mil para a campanha de Feghali foram doados pela empresa Energia Verde. Outros R$ 110 mil da Companhia Siderúrgica do Vale do Pindaré. Essa ajuda representa a mais de  33% de tudo o que foi declarado pela deputada à Justiça eleitoral. Segundo ela, sua campanha arrecadou quase R$ 1,2 milhões. 

Na Câmara dos deputados, Jandira se defendeu. Disse que tudo o que foi gasto em sua campanha está declarado e que segue a legislação brasileira.

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De fato, a ajuda vinda das empreiteiras envolvidas em corrupção, também conhecida como "pixuleco", está declarada no TSE. Agora a origem do dinheiro que a Queiroz Galvão doou é outra história. Certo mesmo é que essa informação já prejudica Feghali na sua campanha ao município do Rio de Janeiro. Especialmente agora, quando ela tinha recebido apoio do Partido dos Trabalhadores (#PT) para a disputa.