A deputada federal Jandira Feghali, eleita pelo Partido Comunista do Brasil no Rio de Janeiro, voltou às polêmicas envolvendo supostos repasses financeiros de maneira ilegal para suas campanhas eleitorais. Ela teria recebido pelo menos R$ 410 mil de uma das empreiteiras investigadas no maior esquema de corrupção apurado no Brasil, a Lava Jato. O dinheiro teria sido enviado pela Queiroz Galvão. De acordo com informações do site 'Diário do Poder' em reportagem publicada nesta segunda-feira, 13, existe a suspeita de que Jandira tenha mais ligações do que o apontado até agora no noticiário. 

O ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, teria intermediado as doações para a campanha da deputada comunista.

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No entanto, os investigadores da Lava Jato estariam a suspeitar que as ligações entre os dois seriam bem maiores do que o apontado até agora. Isso porque o marido de Jandira, Severino Almeira, também teria relações próximas com Sérgio Machado. Ele era presidente de uma das chamadas Conttmaf, um grupo de trabalhadores que atuam para a Transpetro. A proximidade dessas três figuras tem chamado a atenção dos investigadores, diz o site 'Diário do Poder'. 

Além disso, Jandira teria dado aquela ajudinha básica para o maridão entre os anos de 2005 e 2006. Isso porque ela teria destinado R$ 3,8 milhões em emendas constitucionais. Essas emendas beneficiaram o sindicato que era presidido por Severino Almeida. Para complicar as polêmicas em torno da deputada comunista, o irmão dela, Ricardo Feglhali, que é um dos integrantes do grupo 'Roupa Nova', ainda teria conseguido o direito de captar dinheiro através da Lei Rouanet.

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O grupo adquiriu R$ 2 milhões de direito em captações para um projeto. É bom lembrar que a autorização para a aquisição sai do Ministério da Cultura, que nos últimos mais de 13 anos foi comandado pelo Partido dos Trabalhadores (#PT),  de quem a deputada comunista e´unha e carne. Segundo o 'Diário do Poder', Jandira recebeu R$ 300 mil da Energia Verde e R$ 110 mil da Siderúrgica Vale do Pindaré para suas campanhas. Ambas empresas ligadas à Queiroz Galvão. Ela diz que o dinheiro foi declarado e é legal.