O ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Múcio Monteiro foi convidado para ser uma das testemunhas do impeachment da presidente da república Dilma Rousseff. Ele foi um dos homens que fez o relatório sobre as contas do #Governo da representante do Partido dos Trabalhadores (PT) no ano de 2015. Nesta quarta-feira, 15, no entanto, Múcio não fez qualquer defesa para Dilma, ao contrário, ele confirmou a base do impeachment, que ocorreu sim o crime de responsabilidade. De acordo com Múcio, Dilma fez operações consideradas proibidas à sua posição. 

Ele explicou que Rousseff não repassou para a instituição de que pegou empréstimos para os programas sociais os recursos necessários.

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Ele garante que, dessa forma, ficou caracterizado o que se chama de "refinanciamento" da dívida do governo. Esse tipo de ação é popularmente chamada de "pedalada fiscal". Monteiro foi além, dizendo que o governo federal não pode fazer empréstimos com bancos públicos, já que cada instituição precisa trabalhar de maneira separada. 

O advogado José Eduardo Cardozo, que foi Ministro da Justiça do governo Dilma, bem que tentou argumentar que Dilma não pegou empréstimos, tampouco operações de créditos. Cardozo informou que o governo apenas tem sido inadimplente, o que por si só não seria suficiente, segundo ele, para que a presidente afastada sofra o processo de impeachment. Apesar da necessidade de crime, o processo de impedimento sempre será mais político do que judicial.

Isso porque é necessária a votação da Câmara e do Senado, em ampla maioria, para que um presidente seja deposto.

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Se as entidades não concordam, mesmo com um crime evidente, nada aconteceria com Dilma. Apesar das entidades serem separadas, os poderes das duas casas somadas seriam superiores, até mesmo, do que o do Supremo Tribunal Federal (STF).

Dilma chegou a chamar 40 pessoas para a defenderem como testemunhas. O alto número de nomes fez a advogada Janaína Paschoal reclamar nesta terça-feira, 14. Segundo ela, a maioria das pessoas chamadas sequer teriam relação direta com a acusação que é feita contra Rousseff.  #Dilma Rousseff