Chegou a hora. A presidente afastada Dilma Rousseff terá que falar se cometeu ou não crimes contra a pátria brasileira. Nesta quarta-feira, 22, a Comissão do impeachment aprovou um novo calendário do Senado para ouvir a representante do Partido dos Trabalhadores (PT). A data para que Dilma dê explicações é o dia 06 de julho. No entanto, um detalhe tem chamado a atenção e gerado debate entre os Congressistas. O fato dela não necessariamente ser obrigada a comparecer no dia marcado. Por ser chefe de estado, mesmo que afastada, Rousseff pode chamar um representante em seu lugar. Nomes do próprio PT duvidam muito que ela apareça na Comissão, especialmente porque sua presença não só traria muitos holofotes, como também a ira dos Senadores. 

Em seu lugar, Dilma pode chamar o ex-Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

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A Data sofreu alterações depois da procrastinação da sessão. Com a demora das reuniões, o Brasil viverá um momento curioso, tendo dois presidentes durante as Olimpíadas. Rousseff e o presidente em exercício Michel Temer, do PMDB, já foram chamados a comparecerem durante a cerimônia de abertura dos jogos. Eles podem ter que ficar lado a lado. Não estão previstos discursos durante o evento. O prazo para a votação contra a presidente, que até então era para o dia 02 de agosto, agora foi para o final do mês. 

Enquanto isso, mesmo que interinamente, Temer vai tomando conta do governo e vai deixando de ser estranho ouvir seu nome e ver seu rosto durante lançamentos de projetos. Para se aproximar dos brasileiros, ele tem conversado com muitos jornalistas nessa semana. Hoje, por exemplo, deu uma entrevista ao vivo para a Rádio Jovem Pan, de São Paulo, uma das mais ouvidas do período da manhã.

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No fim de semana, ele conversou com o jornalista Roberto D'Ávila, da Globo News. 

Rousseff também deu entrevista, no entanto, focou na mídia internacional, já que havia criticado boa parte dos veículos de comunicação brasileiros, relatando que esses seria, "golpistas". Nos últimos dias, no entanto, a comitiva de Rousseff freou a campanha contra Temer por conta da falta de dinheiro no PT.  #Lula #Dilma Rousseff