A presidente afastada Dilma Rousseff não escondeu a alegria ao fazer um grande elogio por um acordo em um país de esquerda da América do Sul. A petista que tenta escapar do impeachment usou nesta sexta-feira, 24, uma página oficial para fazer comentários sobre a assinatura do cessar fogo entre o governo colombiano e um dos maiores grupos guerrilheiros do continente, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).“É de se festejar o acordo de paz entre governo colombiano e as Farc alcançado ontem (quinta-feira), em Havana", começou a companheira política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a comentar o episódio que foi assinado na capital de Cuba, mais um país com forte aproximação do Partido dos Trabalhadores (#PT). 

"O feito é histórico e está em sintonia com a vocação pacífica dos povos latino-americanos”,  continuou ela a tecer comentários sobre o polêmico acordo.

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“Parabenizo as autoridades e o povo colombiano e reafirmo a amizade do povo brasileiro e o apoio ao acordo de paz”,  afirmou categoricamente a primeira mulher a chegar ao posto da presidência da república no Brasil.

De acordo com informações do jornal 'O Estado de São Paulo', quem preferiu ainda não se manifestar sobre o acordo entre as instituições na Colômbia foi o presidente em exercício Michel Temer, do PMDB. Segundo a publicação, o atual chefe de estado brasileiro teria recebido uma carta do embaixador colombiano, Alejandro Bordas Rojas. O documento informa o que muda com o acordo entre o país e a organização tida por muitos como criminosa. 

O fato histórico para o povo colombiano foi assinado entre o atual presidente do país, Juan Manuel Santos, e 'Timochenko', um dos líderes do grupo guerrilheiro.

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Para que a assinatura ocorresse, foi escolhido o solo neutro de Cuba, evitando qualquer represália contra as Farc, que são consideradas ilegais no país. A negociação é de paz. O conflito entre os guerrilheiros e o governo do país já dura mais de 50 anos e tem um histórico recheado de mortes. Um novo acordo deve ser firmado daqui a 180 dias. Esse prevê a entrega de armas do grupo revolucionário e deve ser assinado na capital colombiana, Bogotá.  #Dilma Rousseff