De acordo com o colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder, em reportagem publicada nesta quarta-feira, 15, a presidente afastada Dilma Rousseff estaria com medo de perder o foro privilegiado. Por ter um cargo de chefe de estado, a representante do Partido dos Trabalhadores (PT) só pode ser julgada e investigada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

No entanto, como sabemos, o Senado Federal julga seu processo de #Impeachment, que ao que tudo indica, acabará levando a companheira do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à deposição. Dilma, entretanto, estaria a tentar uma reviravolta, cada vez mais próxima de vários Congressistas. 

Perdendo o cargo de presidente, a probabilidade de Dilma perder o foro privilegiado é altíssima.

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De qualquer forma, isso não ocorre de maneira imediata. A mais alta corte do país teria que determinar se investigações contra a petista poderiam ou não descer de instância.

No âmbito da Lava Jato, um nome estaria causando mais temor em Dilma e não é o de Temer, presidente em exercício do país. Quem tem levado preocupação para a política, segundo o 'Diário do Poder', é o juiz federal Sérgio Moro. A presidente tem receio de possíveis penalidades que o magistrado possa aplicar contra ela. 

Depois da divulgação de uma conversa com Lula, Dilma teria ficado anda mais apreensiva. É bom lembrar que recentemente o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, chegou a pedir que o STF abrisse um inquérito contra Rousseff, Lula e o ex-Advogado Geral da União, José Eduardo Cardozo. De acordo com o Procurador, os três tem indícios fortes de terem pelo menos tentado atrapalhar as investigações da Lava Jato. 

“O impeachment já passou”, diz o senador Waldemir Moka (PMDB-MS) em entrevista ao site que cobre política.

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“Só estamos cumprindo a legalidade. Temos 59 ou 60 votos”, garantiu ele, demonstrando todo o otimismo de membros do PMDB. A presidente afastada já confessou em entrevista que precisa de 6 votos para virar o jogo. Não muito diferente dos números apontados pelo Senador. Com a deposição, crimes não relativos ao impeachment (esses ficam com o STF) tendem a ir para a justiça comum. #Dilma Rousseff