A presidente afastada Dilma Rouseff (PT) voltou a tocar em um dos temas polêmicos de sua gestão: os direitos da população LGBTI. Dilma, que chegou a declarar em rede nacional de que não faria "propaganda de opção (sic) sexual" parece que mudou de ideia e se posicionou a favor dos homossexuais, lésbicas, bissexuais, transgêneros e pessoas intersex durante um evento para celebrar o Dia Internacional do Orgulho LGBTI. A data é comemorada nesta terça-feira, dia 28 de junho, em todo o mundo.

No Twitter, Dilma se posicionou a favor dessa população

"No Dia do #OrgulhoLGBT, reafirmo meu compromisso com o respeito à diversidade e com o enfrentamento a toda forma de discriminação e violência", escreveu.

Publicidade
Publicidade

A presidente afastada ainda lembrou a importância da data para a luta contra o preconceito e os diferentes tipos de fobia ligadas à gênero e sexualidade. Parecendo estar mais interada do assunto, ela não voltou a cometer o erro de confundir orientação com escolha e escreveu:

"A data marca a luta pelo fim da intolerância e pelo respeito a todas e todos, independentemente de orientação sexual."

Dilma continuou a defender a população LGBTI e disse também que o governo de Michel Temer (PMDB), que está no poder interinamente em seu lugar, pode ameaçar os direitos já conquistados por gays, lésbicas, transgêneros e intersexuais. Ela só não disse quais direitos são esses. Alguns ativistas reclamaram na internet e disseram que o seu governo pouco fez para a causa.

"Ela já foi omissa à causa #LGBT", disse Mavin Douglas, entrevistado pela Blasting News.

Publicidade

A presidente afastada também alertou que, em sua visão, está havendo um verdadeiro ataque à democracia e alertou que os brasileiros que querem direitos iguais precisam não deixar que aconteceça o "avanço de agendas conservadoras".

Dilma também avisou que o governo dela teve como prioridade a inclusão de temas ligados à gênero e sexualidade, além de falar abertamente sobre preconceito de raça e classe social.

Kit "Gay"

Em 2011, a presidente Dilma deu uma declaração para jornalistas dizendo que não faria "propaganda de opção sexual" em seu governo. O contexto foi a não-aprovação do kit anti-homofobia, o qual o Ministério da Educação teria que distribuir para escolas como material de ensino.

Ela ficou marcada pela fala e não aprovou a inserção do kit. #Dilma Rousseff #Crise-de-governo