Nesta quinta-feira, 02, a 'Folha de São Paulo' publicou a delação premiada do ex-diretor da Petrobrás, Nestor Cerveró. Durante seus depoimentos, Cerveró fez duras acusações contra a presidente afastada Dilma Rousseff. Ele disse que a representante do Partido dos Trabalhadores (PT) mentiu sobre a compra de uma refinaria problemática, Pasadena, nos Estados Unidos. O ex-diretor da maior estatal brasileira foi além e diz que é possível dizer que, no mínimo, a presidente sabia que representantes da legenda que a elegeu estariam recebendo propina da Petrobrás.

O esquema de propina envolvendo a estatal desencadeou a maior investigação da Polícia Federal já realizada no Brasil, a 'Lava Jato'.

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Comandada pelo juiz federal Sérgio Moro, a operação já dura mais de dois anos.  Na delação, Cerveró contou ainda algo que já era publicado há bastante tempo pela imprensa, que o ex-Senador Delcídio do Amaral (sem partido) e que o banqueiro André Esteves tentaram impedir que ele falasse tudo o que sabia à justiça. Delcídio do Amaral teve o mandato cassado justamente pela atualmente fora de ética durante a Lava-Jato. 

Cerveró está preso desde janeiro do ano passado. As delações dele eram as que mais preocupavam o Partido dos Trabalhadores (#PT) e a presidente afastada #Dilma Rousseff. Em seu discurso para se defender do impeachment, Rousseff diz que não é acusada de nenhum crime, diferente de outros aliados, e que, por isso, deveria ser mantida no cargo pelo qual foi eleita e reeleita em 2014. 

O ex-diretor da Petrobrás, no entanto, lembrou que Dilma na época da compra de Pasadena era Presidente do Conselho de Administração da estatal, portanto, tinha que ter ideia de projetos de grande porte, como foi o caso da aquisição da refinaria americana.

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Dilma nega esse fato e diz que aprovou sem ter grandes conhecimentos sobre a empresa dos Estados Unidos, o que também poderia ser visto como um erro dela, afinal, a função de Rousseff era justamente fazer a análise de grandes projetos para a Petrobrás. #Governo