O Tribunal de Contas da União (TCU) disse que a presidente afastada Dilma Rousseff cometeu pelo menos 17 indícios de irregularidades somente em 2015 nas contas do #Governo. O maior deles teria sido criar um registro novo de crédito para operação, que é proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. A informação foi confirmada nesta sexta-feira, 10, pelo jornal 'O Globo'. O relatório feito TCU será debatido na próxima quarta-feira, 15, pela Comissão do impeachment do Senado. Lembrando que, até o momento, Rousseff nega que tenha cometido qualquer atitude criminosa. 

O relatório já foi encaminhado ao Ministro José Múcio Monteiro, que analisa as contas do governo federal.

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Ele é quem dirá quais irregularidades, quantas delas ou se elas serão apresentadas no Plenário na quarta-feira. De acordo com 'O Globo', José Múcio Monteiro deve propor 30 dias para que Rousseff se explique. Fala-se nos bastidores que o relatório deve indicar uma nova reprovação das contas da petista, principal motivo que levou a seu processo de impedimento. Caso isso ocorra, as coisas devem ficar complicadas para Dilma, que avalia precisar de seis votos para reverter o impeachment. 

A Votação no Senado que julgará se Dilma será ou não deposta está "pré-marcada" para os dias 01 e 02 de agosto. São necessários 54 votos para que ocorra a deposição. Além de sair do governo, Rousseff pode ficar até oito anos sem poder concorrer a nenhum cargo público. Por isso, ela tem tentado convencer seu eleitorado e novas pessoas de que é capaz de ter poder de governo, desde que retorne ao posto de presidente. 

Além disso, com a rejeição das contas no TCU, a petista tem dois problemas importantes para se defender.

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Isso porque retornando ao governo, ela ainda poderia ser alvo de um novo pedido de impedimento. Além disso, o que aconteceria com o presidente em exercício Michel Temer? A situação nova na política brasileira fez todos nós falarmos mais de política. Além de falar, no entanto, é necessário correr atrás e cobrar as promessas e os erros feitos. Dilma será cobrada.  #Dilma Rousseff