E mais uma vez uma operação da Polícia Federal surpreendeu a muitos brasileiros. Nesta terça-feira, 28, agentes realizaram 14 prisões durante a 'Boca Livre', uma operação que apura fraudes na captação de recursos advindos do Ministério da Cultura por meio da Lei Rouanet. De acordo com uma reportagem da 'Revista Velha', uma das empresas apontadas na investigação, a Cristália, era conhecida por não fazer feio na hora de ajudar os políticos. A Cristália doou R$ 5,2 milhões para candidatos durante as eleições de 2010 e 2015.

A reportagem diz que quem mais recebeu dinheiro da empresa foi a presidente afastada #Dilma Rousseff.

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O repasse para a campanha de 2014 foi de R$ 2 milhões. A empresa que fez a doação é apenas uma de várias, que teria desviado R$ 180 milhões. No ano em questão que Dilma recebeu verbas da Cristália, a empresa repassou R$ 4,3 milhões a candidatos, ou seja, ela ficou com quase metade do valor, cerca de 46%. Outro candidato do Partido dos Trabalhadores, Newton Lima, de São Paulo, recebeu R$ 75 mil. 

O resto do dinheiro foi dividido entre partidos. Desse dinheiro, o #PT ficou com 500 mil, o PSDB com R$ 1,5 milhão, o Partido Comunista do Brasil R$ 100 mil, além de 90 mil reais para o PSC e apenas R$ 50 mil para a legenda do presidente em exercício Michel Temer, o PMDB. 

Na eleição anterior, a mesma Cristália já tinha aberto a mão, mas bem menos, doando R$ 900 mil. A suspeita agora é que o dinheiro desviado da Lei Rouanet possa ter voltado aos políticos.

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Isso porque já foram encontradas diversas irregularidades no sistema de captação de recursos culturais aprovados pela Lei.

O fato mais escandaloso até agora denunciado pela Polícia Federal foi a realização de um casamento do filho de um dos donos de uma das empresas investigadas. Com o dinheiro da Rouanet, um cantor sertanejo (Leo Rodriguez) e até a orquestra sinfônica foram contratadas. O cachê do cantor varia entre R$ 50 e R$ 70 mil. O empresário do cantor disse ao 'Jornal Hoje' que não sabia do acerto em questão.