Sob gritos e protestos de quatro senadores aliados da presidente afastada, Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), o presidente da comissão do #Impeachment no Senado, Raimundo Lira, eleito pelo PMDB de Pernambuco, acabou se vendo obrigado a suspender a sessão desta sexta-feira, dia 17. A interrupção dos trabalhos acabou sendo por apenas cinco minutos, para o desprazer dos aliados da companheira política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em dado momento, os Congressistas chegaram a se levantar e tentaram uma coação contra Raimundo Lira. Esse momento pode ser visto na capa desta reportagem.

Brita por gente de menos

Uma pessoa não identificada gritou "isso é medo?", mas não teve a reação dos Senadores petistas.

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A TV Senado, que transmitia a sessão, chegou a cortar o som do que era falado durante alguns instantes. A gritaria não adiantou muito. Até o fechamento desta reportagem, a discussão sobre o futuro de Dilma continuava a todo vapor. Como o plenário estava esvaziado ao final do depoimento da primeira testemunha de defesa do dia, o ex-ministro da Fazenda e do Planejamento, Nelson Barbosa, uma das representantes que apoia a volta de Dilma, a Senadora do Paraná Gleisi Hoffmann argumentou que existia uma falta de quórum necessária.

Por isso, ela solicitou que todos os depoimentos do dia fossem suspensos. A tentativa, mais uma vez, acabou sendo de procrastinar o máximo possível a votação final, que fará de Dilma novamente presidente em exercício ou que ela perca seus direitos políticos por oito anos.

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O presidente da Comissão, Lira, acabou negando-se a atender o pedido da Senadora. 

Lira deixa petistas na mão

Nesse instante, começou uma grande gritaria no local. A petista foi seguida de outros senadores do mesmo grupo. No entanto, Lira disse que ninguém ali queria descansar mais do que ele. Naquele momento, os senadores que tinham ido almoçar retornaram, fazendo com que existisse o número mínimo de pessoas para ouvir as testemunhas de defesa e acusação de Rousseff.  #Dilma Rousseff