Na segunda-feira, 13 de junho, a delegada Cristiana Onorato Bento afirmou que o pedido de prisão de dois suspeitos procurados pelo estupro da adolescente de 16 anos no Morro da Barão poderá ser revogado. A suspensão da prisão preventiva de ambos poderá ocorrer porque a Polícia Civil não tem provas que comprovem a participação dos mesmos no #Crime de estupro. Contudo, segundo a delegada à frente do caso, eles ainda serão indiciados por divulgação de imagens da menor.

Michel Brazil da Silva, de 20 anos, e Marcelo Miranda da Cruz Correa, de 18, estão entre os primeiros a compartilhar nas redes sociais imagens da vítima desacordada e nua.

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Foi, inclusive, a publicação de um vídeo no perfil de Michel que levou à comoção e resultou em grande número de denúncias do estupro. Por esse crime, eles podem ser condenados a até 3 anos de prisão.

Cristiana Bento confirmou que já tem provas suficientes para indiciar por participação no estupro os suspeitos Raí de Souza, de 22 anos, Raphael Belo, de 41 - aquele que fez a selfie ao lado das partes íntimas da vítima -, além dos traficantes Perninha - também conhecido como Jefinho, a quem Raí culpou por ter gravado e divulgado as imagens do crime - e Moisés de Lucena, o Canário.

Canário é suspeito de ter levado a adolescente da casa onde estava para aquela chamada de "abatedouro". A polícia não descarta que ele tenha sido ajudado por outra pessoa, mas considera também a hipótese de a garota ter ido andando, enquanto embriagada ou sob efeito de entorpecentes.

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Há desconfianças em relação à versão dada pela vítima de ter permanecido desacordada pelas 30 horas entre seu primeiro estupro e o segundo, uma vez que existem áudios indicando que a adolescente, agora jurada de morte, poderia se sentir pressionada a omitir certos nomes.

Foi identificado ainda um quinto suspeito, sobre o qual a delegada prefere não dar mais informações, uma vez que a divulgação pode levar à fuga do mesmo. Outro acusado que está foragido é o chefe do tráfico no Morro da Barão, Sérgio Luiz da Silva Júnior, o Da Russa, a quem o advogado de Raí de Souza já defendeu em outro processo. #Violência #Casos de polícia