E-mails, até então sigilosos e secretos, acabaram sendo revelados neste final de semana pelo jornal 'O Estado de São Paulo'. O material foi adquirido graças ao trabalho do jornalista Fausto Macedo e mostra o suposto poder de influência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o próprio governo. Esses e-mails já estão anexados em um dos muitos relatórios elaborados pela Polícia Federal durante a 'Operação Lava jato'. Nas conversas, nomes conhecidos do representante do Partido dos Trabalhadores (#PT) discutem negociatas. Um deles, por exemplo, é o pecuarista José Carlos Bumlai.

De acordo com os investigadores, a suspeita é que houve tráfico de influência durante a gestão de #Lula.

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Os e-mails exibem assuntos que envolvem a agenda do antecessor da presidente afastada Dilma Rousseff, o que faziam seus Ministros e até o papel do BNDES, o Banco nacional de Desenvolvimento Econômico e social. Bumla é suspeito de fazer essas negociações, consideradas ilegais. Ele está preso na sede da Polícia Federal em Curitiba, no Paraná. A prisão ocorreu durante a 'Operação Passe Livre'. Além de tráfico de influência, o pecuarista é acusado de outros crimes. 

Os negócios tratados pelo empresário amigo de Lula envolve interesses do governo federal. Parcerias importantes no Catar, Gana, pedidos de reuniões de Lula com pessoas importantes e até o 'Programa Fome Zero', um dos principais braços do primeiro mandado do petista. 

Um dos e-mails mostra Bumlai intercedendo por um representante da Infraero, que estava sendo transferido de local de trabalho.

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A suspeita é que o grupo de amigos de Lula apontados nas mensagens e em outras provas atuou para fazer com que suas digitais não aparecessem no esquema de corrupção que liga a Petrobrás. Desde a semana passada, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu "descer" o inquérito contra o ex-presidente para a justiça comum. Ele deve agora ser apurado pelo juiz federal Sérgio Moro. 

Empresários também estariam envolvidos nas negociações supostamente ilegais durante o governo do petista. Eles atuariam como laranjas para evitar que bens e propriedades de Lula ficassem conhecidos. A reportagem do 'Estado de São Paulo' cita o caso de Jacó Bittar, ex-prefeito de Campinas, em São Paulo, pelo Partido dos Trabalhadores. Ele diz à justiça que é o dono do polêmico Sítio Santa Bárbara, em Atibaia. No entanto, até agora Lula nega que seja proprietário, por mais até que os pedalinhos do lago do local teriam os nomes de seus netos.