De acordo com o site 'Diário do Poder' em reportagem publicada nesta quarta-feira, 29, o ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT), João Vaccari Neto virou alvo de uma delação que o coloca à frente de uma relação do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva com um polêmico empreendimento na Venezuela. O ex-tesoureiro pediria 1% em propina em uma parceria da principal estatal brasileira, a Petrobrás, na Venezuela. A obra foi financiada com dinheiro público, advindo do BNDES, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. A revelação foi contada por um dos presos da Andrade Gutierrez, Otávio Marques Azevedo. 

O negócio em questão é uma obra envolvendo uma siderúrgica no país hoje governado por Nicolas Maduro.

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A obra teria girado em torno de quase dois bilhões de dólares. Otávio Marques Azevedo diz que a empreiteira só venceu a obra internacional porque Lula deu uma indicação na parceria. O representante do Partido dos Trabalhadores (PT) era muito próximo a Hugo Chávez, que em 2008 aceitou o negócio. O presidente venezuelano morreu em 2013. 

O delator disse no dia 25 de fevereiro que Lula tinha conhecimento do interesse da Andrade Gutierrez em fazer o negócio e foi acionado. Ela então teria dedicado sua influência a convencer Chávez. Além de Azevedo, outros delatores da mesma empresa confirmam as informações e também a relação de propina em outras grandes obras, como a enorme hidrelétrica de Belo Monte e os estádios da Copa do Mundo. 

“Lula não pediu nada em contrapartida para isso, mas disse que só indicaria a Andrade Gutierrez se não houvesse outra empresa brasileira”, tentou explicar o homem que presidiu uma das maiores empreiteiras do país, mas que acabou sendo preso por conta da Operação Lava Jato. 

As polêmicas em torno do negócio na Venezuela são antigas.

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Não é a primeira vez que o nome de Lula aparece sendo citado por delatores. O ex-presidente alega que não fez nada ilegal e que a obra também era um interesse do Brasil, cabendo a palavra final a Venezuela.  #Crime #Investigação Criminal