Até então distante e alheio a qualquer tipo de caso de #Terrorismo, o Brasil se vê como um possível alvo tendo como base a enorme visibilidade dos #Jogos Olímpicos que ocorrerão a partir do dia 5 de agosto no Rio de Janeiro. Turistas, esportistas e chefes de Estado estarão na Cidade Maravilhosa para prestigiarem a mais tradicional disputa esportiva do mundo. Ainda em abril, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) confirmou a veracidade de uma mensagem de ameaça ao Brasil feita pelo Estado Islâmico, o que ligou o alerta nas autoridades do país.

Fanáticos ao extremo e capazes de deixar qualquer um perplexo pela crueldade dos seus atos, o Estado Islâmico voltou a ganhar uma enorme repercussão ao orquestrar de maneira meticulosa o ataque à Paris em 13 de novembro de 2015.

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Naquela noite, 130 pessoas perderam a vida ao serem brutalmente metralhadas em diferentes pontos noturnos da cidade, como bares, boates e restaurantes. Não será exagero afirmar que todos os países ocidentais se atemorizaram após o fatídico 13 de novembro.

Rodrigo Gallo, cientista político e coordenador do curso de pós-graduação em diplomacia empresarial das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), atendeu gentilmente a reportagem da Blasting News e, com exclusividade, deu as suas opiniões sobre o delicado tema. Segundo ele, "é possível pensar que há certos riscos" em se tratando de Olimpíadas no Rio de Janeiro, mas que, no entanto, ninguém pode se "acovardar" a ponto de querer até evitar a realização dos Jogos no Brasil.

"É difícil responder se somos ou não alvos de eventuais ataques. Isso demandaria uma série de análises prévias de inteligência.

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Mas creio que possamos pensar da seguinte maneira: grandes eventos esportivos atraem a atenção da mídia mundial, que transmitem essas competições ao vivo. Esses são momentos oportunos para a ação de grupos como o Estado Islâmico. Os alvos não precisariam necessariamente ser atletas ou chefes de Estado. Poderiam ser turistas na porta de um ginásio, por exemplo", disse.

"De qualquer forma, as imagens seriam veiculadas, e isso atenderia parte das expectativas desse tipo de grupo, que é disseminar medo. Então, pelo simples fato de ser um grande evento esportivo, é possível pensarmos que há certos riscos. Temos um ataque na história dos próprios Jogos Olímpicos: Munique, em 1972. Mas também não acho que isso deva alarmar os atletas e os turistas a ponto de evitar os Jogos. Se nos acovardarmos diante das simples suspeitas, o pânico vence. E não podemos permitir isso", ampliou.

Na citação, Gallo faz referência ao atentado que inaugurou os ataques a grandes eventos esportivos mundiais. Vestidos de atletas, oito palestinos do grupo Setembro Negro sequestraram membros da delegação de Israel e geraram 17 mortes entre treinadores, atletas, policiais e os próprios sequestradores.

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Desde então, as Olimpíadas se aperfeiçoaram tanto no seu modelo de disputa quanto nos sistemas de segurança. A partir de 5 de agosto de 2016, o Brasil terá a missão de não apenas oferecer boas instalações aos competidores, mas também a de ajudar a paz e a humanidade a ficarem com a medalha de ouro. #Rio2016