Nesta sexta-feira, 03, o jornalista Merval Pereira publicou no jornal 'O Globo' que a Procuradoria-Geral da República já tem documentos que mostram que a presidente afastada, Dilma Rousseff, sabia sim do conteúdo das negociações envolvendo a compra da problemática refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. As negociações envolveram interesses políticos e o conhecimento de Dilma, que participava do Conselho Administrativo da Petrobrás, já existia antes da reunião que aprovou a empreitada internacional da estatal brasileira. 

De acordo com Merval Pereira, os envolvidos na compra de Pasadena se correspondiam através de troca de e-mails, que eram enviados através de uma nuvem de dados, não podendo, portanto, serem rastreados.

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Uma das mensagens, enviada um dia antes da reunião que aprovou a compra da refinaria americana, mostrava que Dilma já estava sabendo das negociações políticas do negócio, mas nada fez, dando sequer um não durante a reunião do Conselho. 

A situação vai ficando ainda mais escandalosa. O esquema de corrupção, segundo a reportagem de 'O Globo', pagaria até despesas envolvendo a vaidade de Dilma. Era ele, por exemplo, que teria pago as despesas do "cabeleireiro das estrelas", Celso Kamura. O grupo pagava as despesas do profissional e cada vez que ele ia à capital federal mais R$ 5 mil eram desembolsados. A representante do Partido dos Trabalhadores (PT) teria solicitado ainda a compra de um teleprompter especial, tudo longe dos meios oficiais devido à demora e burocratização para se ter o objeto. 

É preciso lembrar que Dilma já disse diversas vezes que não tem qualquer relação com nenhum esquema de corrupção.

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Em entrevistas, ela também reconheceu que não sabia que a refinaria valeria muito menos do que o valor de venda, do contrário, a compra pela Petrobrás não teria acontecido. Rousseff está em uma fase decisiva para ela e o país, lutando para voltar ao poder. A expectativa é que a votação do impeachment da petista aconteça ainda no mês de julho, ou mais tardar em agosto.  #Governo #Dilma Rousseff #Investigação Criminal