O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, ficará responsável por analisar mais um processo referente a um membro do Partido dos Trabalhadores (PT). O magistrado tem sido criticado na internet por conta de seu passado. Ele foi advogado das campanhas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com informações do UOL em matéria publicada nesta quinta-feira, 30, o Ministro da mais alta corte do país assumiu a relatoria do caso envolvendo a Senadora Gleisi Hoffmann, eleita pelo #PT do Paraná.

Ela solicitou que a busca e apreensão em seu apartamento localizado em uma cobertura, na cidade de Curitiba, seja anulada pelo Supremo.

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A Polícia Federal realizou as ações durante a chamada 'Operação Custo Brasil', que analisa desvios de dinheiro de créditos consignados de servidores federais. O caso contra a Senadora Gleisi, até então estava com o ministro Celso de Mello. No entanto, Celso decidiu renunciar a relatoria da ação. Para rejeitar o pedido, ele usou como base o fato de Toffoli já ter dado um parecer sobre o caso. 

O Ministro foi o responsável por mandar liberar o ex-Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Paulo é marido justamente da Senadora que agora pede que as provas achadas em sua casa não tenham valor. Ela alega o fato de ter foro privilegiado, dizendo que para que as buscas fossem realizadas, seria necessário um parecer favorável do Supremo. É bom lembrar que, atualmente, Paulo Bernardo não ocupa qualquer cargo público.

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O mandado de busca e de prisão preventiva contra o ex-Ministro partiu da justiça de São Paulo. Nele, os policiais federais foram orientados a não mexerem em nada que fosse de Gleisi, mas pegar apenas aquilo que fosse de Paulo. Como os dois são casados e vivem no mesmo local, muitas vezes essa separação na prática fica difícil. 

O fato de Toffoli libertar de maneira monocrática o ex-Ministro virou motivo de críticas do Ministério Público Federal de São Paulo, que se disse "perplexo" com a atitude. A entidade revelou que entraria com um pedido de reversão da decisão na Procuradoria-Geral da República.  #Governo