Nelma Kodama ficou conhecida em todo o país ao brincar com o fato de ter sido amante do doleiro Alberto Yousseff. Em uma das sessões da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobrás, ela chegou a cantar a música "amada, amante". Nesta segunda-feira, 20, Nelma foi liberada da prisão pelos investigadores da Polícia Federal. Ela foi solta após fechar um acordo de delação premiada com investigadores da principal operação policial em vigor no país, a #Lava Jato, que apura os desvios de dinheiro através de corrupção da Petrobrás. A soltura de Nelma foi confirmada por uma reportagem da 'Folha de São Paulo'. 

Aos 49 anos, a mulher solta se intitula como uma das últimas damas do mercado.

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Ela chegou a ser pega tentando fugir do Brasil no aeroporto de Campinas, em São Paulo. Investigadores encontraram com a ex-doleira a quantia de 200 mil euros escondida na calcinha dela. Apesar de agora ser solta, a ex-amante de Yousseff ainda não teve sua delação homologada pelo juiz federal Sérgio Moro. Ela prometeu explicar como mudanças em trâmites bancários permitiram que políticos e empresários brasileiros abrissem contas secretas no exterior. 

Nelma Kodama estava presa há mais de dois anos, quando foi pega com a grande quantia de dinheiro na calcinha. Agora investigadores poderão monitorar a mulher através de uma tornozeleira eletrônica, já que ela recebeu o privilégio de ficar presa em sua própria casa. O mesmo privilégio deve ser dado a outro delator, o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado.

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A casa dele tem piscina e até quadra de tênis. Nos bastidores de Brasília, opositores dizem que o delator vai tirar férias.

Antes de assinar o acordo, Nelma teria que cumprir mais de 18 anos em regime de reclusão. Ela foi condenada por corrupção, lavagem de dinheiro e outras ações. Juan Marciano Vieira, advogado da presa em regime domiciliar, preferiu não dar detalhes do acordo. Em entrevista à 'Folha de São Paulo', ele disse que sua cliente aprendeu muita coisa com todo esse processo. "Ela está bem tranquila", revelou ele.  #Crime #Investigação Criminal