A quinta-feira, 02, era mais um dia normal para dois policiais militares. Eles faziam sua ronda pela Zona Sul de São Paulo, quando viram um carro andando em situação suspeita. Os policiais decidiram perseguir o veículo, pediram para ele parar e argumentam que o motorista atirou contra eles. No revide, o criminoso foi morto. O problema é que o criminoso em questão era, na verdade, um menino, de 10 anos. Ele roubara um carro ao lado do amigo, com quem já tinha realizado outros delitos. Este com 11 anos. De acordo com a polícia, o garoto morto já tinha cinco passagens por delitos. Cinco dias antes de morrer, ele já havia sido apreendido. 

O menino de 11 anos, que sobreviveu à ação, deu dois depoimentos.

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Nos dois, ele confirma que o garoto morto atirou. No entanto, no segundo ele revela que os policiais atiraram depois  que o menino já havia se rendido. A Polícia analisa as imagens e as provas para entender o que acontecer. Os policiais podem até ser expulsos da corporação. Na contramão de tudo isso, a família chora a morte do garoto morto. A mãe do menor trabalha de faxineira, ganhando R$ 400 por mês. Ela também tem diversas passagens pela polícia por roubo.

Amigos se uniram para pagar o enterro do menino. Cerca de R$ 800. Outros vizinhos deram mais R$ 400 para alugar um ônibus que levou e trouxe os amigos e a parentes da triste cena de enterrar um ente querido. Familiares negam que o garoto seja um atirador, dizem que ele jamais mexeu com armas e que na favela onde moram, o Morro do Piolho, bandido não vende arma para criança, pois sabem que isso pode dar problema. 

“Ele aprontava, às vezes não obedecia a mãe, mas era um menino doce.

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A única coisa que fazia de errado era pegar a bicicleta dos outros, mas devolvia", disse uma prima ao Diário de São Paulo. Um segurança de um hotel, no entanto, disse que foi rendido pelo mesmo garoto - conhecido como Ítalo - em outra oportunidade. O menino, chamado de doce, teria ameaçado o segurança e outros funcionários de morte. Ele roubou vários pertences. Um registro de ocorrência foi feito sobre o caso.  #Crime #Investigação Criminal