O menino de 11 anos que sobreviveu depois de roubar um carro na Zona Sul de São Paulo, decidiu dar uma nova versão sobre o crime. É a terceira vez que o garoto conta fatos novos sobre o que teria ocorrido. Ele e um amigo de 10 anos foram perseguidos por agentes de segurança, que afirmam não terem condições de preverem que no carro roubado existiam duas crianças. Dessa vez, em conversa com a Ouvidoria da Polícia e assistido por um Conselho de Direitos Humanos, o menor de idade afirma que depois que o policial atirou no amigo, ele retirou um revólver na cintura e colocou no carro. Ele nega que o menino morto estivesse atirando nos policiais. 

O advogado que representa o menino, Ariel de Castro Alves, afirma que a informação só foi possível de ser dita depois que o garoto e a família dele entraram no Programa de Proteção às vítimas.

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De acordo com o advogado, o sobrevivente do assalto não teria mais motivos para ter medo de represálias da Polícia Militar. Por isso, contaria toda a verdade. O novo relato ainda não foi incluído oficialmente na investigação, pois o depoimento do garoto de 11 anos não foi realizado em um ambiente formal. Uma data para que ele explique melhor essa nova informação será marcada. 

No primeiro depoimento, gravado em vídeo pela Polícia Civil, o menino confirma a versão da Polícia. Segundo ele, para atirar na polícia, o garoto abaixava e levantava o vidro o tempo todo. O sobrevivente disse ainda que depois que o carro parou, o garoto voltou a atirar de novo e acabou morrendo no revide. No segundo depoimento, toda a primeira parte foi repetida. No entanto, o garoto mudou o contesto da segunda. Ele informou que depois que o carro parou, o seu comparsa não atirou mais, mas que foi mesmo assim morto pela Polícia, insinuando assim uma execução.

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Na terceira fala, o depoente diz que nem mais arma existia com o garoto.

Testemunhas, no entanto, confirmam que o carro onde estava os garotos disparou tiros contra os policiais militares. Um deles é um advogado de 45 anos, que já prestou depoimentos. #Crime #Investigação Criminal