Nesta terça-feira, 07, o Brasil acordou surpreendido com quatro pedidos de prisão solicitados pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot. Na lista, José Sarney, Romero Jucá, Eduardo Cunha e Renan Calheiros. Os nomes acabaram vazando na imprensa através do jornal 'O Globo'. O Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, criticou o vazamento. Ele adiantou que dificilmente a maior parte dos pedidos será atendida pela mais alta corte do país. Em seguida, de acordo com informações do 'Diário do Poder', ele disse que não se podia brincar com o Supremo.

Para Gilmar, o processo que envolve a alta cúpula do PMDB precisava ficar oculto até seu julgamento.

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Para o Ministro, isso é grave para o país. Em seguida, ele voltou a dizer que a atitude do vazamento era um "brincadeira" com a mais alta corte do país. Por isso, Mendes deixou claro que estava repudiando a decisão do Procurador. Ainda não se sabe quem divulgou as informações dos pedidos de prisões para o jornal 'O Globo', mas esse tipo de espionagem deve gerar uma investigação interna. Caso seja comprovado que foi Janot, por exemplo, ele pode até responder por improbidade administrativa. 

Gilmar Mendes, no entanto, preferiu não dizer claramente quem teria vazado, deixando de apontar culpados. O Ministro avisou que a atitude é criminosa. O jornal 'O Globo' já havia publicado mais cedo uma matéria com um Ministro não identificado, que aparente ser Gilmar. Nessa reportagem, ele também faz graves críticas à divulgação das prisões.

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O representante do STF não identificado diz ainda que para prender Renan, Jucá e Sarney seria preciso mandar prender primeiro o ex-Ministro Aloysio Mercadante, do PT.

Segundo o magistrado, Mercadante teria pago para tentar evitar que as investigações da Lava Jato tivesse prosseguimento. Ele nega a informação. 

O pedido contra os peemedebistas é positivo para a defesa de Dilma, que pode ganhar votos favoráveis ao defender a tese de novas eleições no Brasil. Isso porque boa parte dos Congressistas  também tem medo de virar alvo de alguma investigação. #Governo #Dilma Rousseff