Após interromper a fala de uma testemunha de defesa da presidente afastada, Dilma Rousseff, durante sessão da comissão do impeachment no Senado desta quarta-feira, 29, a advogada de acusação da petista, Janaína Paschoal, se tornou pivô de intensas discussões, que viraram um barraco com final surpreendente. A discussão envolvendo a também professora da Universidade de São Paulo (USP) culminou na suspensão temporária dos trabalhos no início da tarde da sessão. Mas o que aconteceu? Veja abaixo passo a passo da briga entre defesa e acusação que deu o que falar. 

Petista manda advogada calar a boca e ela fica uma fera

A Senadora Gleisi Hoffmann, eleita pelo Partido dos Trabalhadores (#PT) do Paraná, voltou à Comissão nesta quarta comemorando o fato do marido dela ter sido solto por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

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O ex-Ministro do Planejamento do governo Dilma, Paulo Bernardo, acabou sendo preso durante a operação 'Custo Brasil'. Ele é acusado de desviar dinheiro de créditos consignados dos servidores federais. A petista pediu a palavra e comemorou a decisão, falando que tudo não havia passado de um "show midiático".

A partir daí, começou uma troca de farpas entre Senadores pró-Dilma e a advogada de acusação Janaína Paschoal. Essa pediu para fazer um questionamento à testemunha que estava na comissão e ouviu de Gleisi que ela não poderia fazer nada porque não era Senadora. Em seguida, a paranaense mandou ela calar a boca. "A senhora, por favor, fique falada", disse a companheira de Dilma à Janaína. 

O que talvez Hoffmann não esperasse fosse uma resposta à altura ao seu pedido. Irritada, Paschoal disse: "não me calo".

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Em seguida, ela detonou. "Não é porque eu não sou Senadora que eu não tenho o direito de Falar. A OAB me deu esse direito. Eu sou a advogada de acusação e é por autoritarismos como esses que o Brasil chegou onde está. Eu não me calo para o crime, não me calo para a corrupção e também não vou ficar calada contra o que acho errado, não ficarei calada conta você", disse ela.