Atualização: Esta matéria foi editada no dia 27 de junho para uma correção conforme esclarece a Marinha do Brasil nesta nota: "Em momento algum, o Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira, afirmou que “o Brasil está vulnerável a ataques terroristas durante os jogos olímpicos”. Pelo contrário, no dia 14 de junho, em entrevista a jornalistas, o Comandante afirmou que o nível da ameaça é considerado relativamente baixo e que, em termos militares, a operação de segurança nas Olimpíadas pode ser avaliada como simples, por se tratar de uma área restrita, sendo que os militares estão prontos para atuar. Sobre a vulnerabilidade militar do País, o Comandante falou num contexto amplo, de Defesa da Pátria, ao ser questionado sobre o contingenciamento de recursos e a atual situação da Marinha brasileira."

A pouco mais de um mês dos jogos olímpicos do Rio de Janeiro, as forças armadas brasileiras já estão prontas para atuar em caso de ataques terroristas ao Rio de Janeiro ou outras cidades brasileiras.

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A informação foi passada ao jornal Extra pelo assessor especial para grandes eventos do Ministério da Defesa, general Luiz Felipe Linhares. Apesar da prontidão do exército, da marinha e da aeronáutica, o general faz um alerta: “Não há especificamente uma ameaça contra o Brasil, mas as pessoas que vem para cá têm histórico de #Terrorismo", afirmou o militar, sem dar mais detalhes sobre que tipo de ameaça essas pessoas representam.

Linhares também contou que, para garantir a segurança dos atletas e do público, as forças armadas estão recebendo apoio de órgãos de segurança de países que sofreram atentados recentemente, como Estados Unidos (vítima de um atentado em uma boate de Orlando, neste mês, que deixou 49 mortos), França (sofreu dois ataques terroristas em 2015, que deixaram cerca de 140 mortos) e Bélgica (sofreu dois ataques em março que deixaram cerca de 35 mortos).

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De acordo com ele, os jogos acontecem no Brasil mas não são um evento brasileiro e sim mundial, daí porque o motivo da cooperação internacional.

Para o Ministério da Defesa, o país está bem preparado para receber os jogos. O general Linhares acredita que os eventos esportivos internacionais realizados no Brasil na última década, como os Jogos Pan-Americanos (em 2007), a Copa das Confederações (2013) e a Copa do Mundo de 2014 deram experiência aos órgãos de segurança. O general Linhares adiantou também que cerca de 20 mil militares farão a segurança do Rio de Janeiro durante a competição, e outros 18 mil estarão espalhados por todo o Brasil, especialmente nas cidades que recebem jogos de futebol, como São Paulo, Salvador, Manaus, Belo Horizonte e Brasília.

Outro órgão de segurança que também demonstra preocupação é a Agência Brasileira de Inteligência, que considera "muito provável" a chance de um #Ataque Terrorista durante as olimpíadas. Saiba mais clicando aqui