Mais um nome do Partido dos Trabalhadores (PT) entrou no olho do furacão das delações premiadas. O nome da vez é o do prefeito da maior cidade do país, São Paulo, Fernando Haddad. Em delação premiada, Flávio Gomes Machado Filho, que foi diretor da Andrade Gutierrez, contou que um ex-tesoureiro da legenda que elegeu a presidente afastada Dilma Rousseff pediu dinheiro para pagar uma dívida milionária, em torno de R$ 30 milhões. A dívida foi repartida em cinco empresas, todas investigadas na Operação Lava Jato. 

Pedido especial feito por tesoureiro suspeito

O tesoureiro que pediu o dinheiro é o famoso João Vacarri Neto. De acordo com o ex-diretor da Andrade Gutierrez, o pedido dele foi realizado ainda no ano de 2013.

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A dívida era referente à dívida de Haddad durante a campanha para a prefeitura de São Paulo três anos antes. A revelação, de acordo com uma reportagem publicada pelo jornalista Fausto Macedo nesta quarta-feira, 29, teria sido feita ainda em fevereiro, mas só agora está sendo divulgada na imprensa. O depoimento do delator foi feito à Procuradoria-Geral da República. Ele tenta ter uma redução de pena. 

Cada empresa parceira do PT ficaria responsável por pagar R$ 5 milhões da dívida da campanha de Haddad. A informação pode prejudicar bastante o prefeito, já que a partir de julho começa oficialmente a campanha eleitoral deste ano, que elegerá prefeitos e vereadores. Não é a primeira vez que delatores dizem pagar despesas referentes à campanha de Haddad. 

No ano passado, o dono da UTC Engenharia, já havia dito que pagou uma despesa de R$ 2,4 milhões do mesmo político.

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Oficialmente, a briga eleitoral de Haddad no ano de 2012 teve repasses de R$ 42 milhões. No entanto, o Partido dos Trabalhadores acabou gastando muito mais, R$ 67 milhões. Os valores, segundo a reportagem, foram confirmados pelo próprio PT em 2013. 

Só uma empresa de propaganda cobrou R$ 30 milhões por seu trabalho. A mesma empresa trabalho nas reeleições do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff.  #Crime #Investigação Criminal