Sem dúvida alguma o rosto mais visto no carnaval brasileiro deste ano foi o do Japonês da Federal. O personagem ficou famoso depois de ter ganhado grande notoriedade conduzindo os presos da operação Lava Jato. A sua máscara foi a mais vendida da fábrica Condal, situada no Rio de Janeiro. O artigo carnavalesco conseguiu atingir a impressionante marca de 25.000 unidades vendidas.

De acordo com reportagem do G1, Albert Paris, que é o diretor comercial da fábrica, comentou que durante os meses de fevereiro e março nenhuma figura política foi tão procurada quanto à do Japonês da Federal. Ele disse que Newton Ishii, como é chamado o policial, era uma espécie de imagem positiva em meio a todo o caos político em que o Brasil se encontra.

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As pessoas procuravam a máscara porque queriam demonstrar sua indignação.

No entanto o diretor está triste. Ele comenta que acreditava que o Japonês da Federal estava fazendo o bem, que ele estava pouco a pouco ajudando no combate à corrupção; agora está surpreso com o que aconteceu e imagina que muita gente está pensando a mesma coisa que ele que está no fundo triste.

O profissional fala que outros rostos do cenário político como o de Sérgio Mouro, José Sarney ou o de Eduardo Cunha nunca atingiram o mesmo nível de vendas quanto o do japonês. Ele imagino também que a partir de agora as máscaras não serão mais compradas porque as pessoas faziam aquilo como uma forma de homenagear o combate à corrupção. A partir de agora, ele acredita que nem para protestar as máscaras vão servir mais.

O japonês esse era investigado desde 2003.

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Mesmo já tendo sido condenado na operação sucuri ele continuava em liberdade por causa de um recurso nesta terça-feira acusado de facilitar o contrabando ele próprio se apresentou a polícia. Desde o surgimento da notícia, as piadas não param de proliferar na esfera das redes sociais. O assunto "Japonês da Federal" continua sendo um dos mais comentados nos Trending Topics do Twitter. Muitos memes já foram criados para ilustrar a situação.  #Casos de polícia #Dentro da política