A professora de direito da USP, Janaína Paschoal, ficou conhecida em todo o Brasil por ser um dos advogados que ajudou a formular o pedido de impeachment contra a presidente afastada Dilma Rousseff. Com um jeito emotivo, Janaína surpreendeu a todos muitas vezes, até gente acostumada com defesas ou acusações mais enérgicas. Ela voltou a criticar o modo de defesa de José Eduardo Cardozo e da equipe de Dilma, que nesta terça-feira, 14, chamou a sessão da comissão do impeachment no Senado o ex-secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, André Nassar.

Isso porque ele pouco saberia sobre o tema, o que fez Janaína chamar a atitude de manobra para procrastinar ainda mais o processo.

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Diferentemente do que ocorreu com Fernando Collor de Mello em 1992, o processo contra a representante do Partido dos Trabalhadores (#PT) está se arrastando por meses. A crítica de Janaína deixou inicialmente Cardozo sem reação, no entanto, o ex-Advogado Geral da União depois começou a fazer elogios à testemunha de defesa, que estaria dando declarações muito importantes. 

O entrevistado pouco foi perguntado pelos senadores. Isso porque a presença dele supostamente não teria relação próxima ao objeto do impeachment, que é o suposto crime de responsabilidade cometido por Dilma ao assinar decretos que ficaram conhecidos por pedaladas fiscais. Janaína disse que a testemunha e a postura da defesa da presidente era a prova que a defesa de Rousseff estava procrastinando o processo de impeachment.

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 "O doutor André não sabe nada em relação aos fatos objeto do presente processo", disse ela. 

Paschoal ainda emendou, revelando que se as próximas 40 testemunhas forem na mesma linha do que essa, a defesa seria uma grande perda de tempo. Até mesmo Senadores conhecidos por fazer um papel aguerrido pró-Dilma estavam mais quietos nesta terça. O motivo do "calar" talvez tenha sido a reunião da sessão de Cassação de Cunha, que aprovou o parecer para o deputado federal perder o mandato.  #Dilma Rousseff