Nesta quarta-feira, 22, uma das autoras do pedido de #Impeachment da presidente #Dilma Rousseff, a advogada Janaína Paschoal, voltou a participar da Comissão que julga representante do Partido dos Trabalhadores (PT) no Senado. Ela teve um embate polêmico com o advogado da companheira do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A intervenção foi durante depoimento de testemunhas da defesa. De acordo com a Professora de direito da USP, o único golpe no processo foi feito pelo #PT "ao não fazer os cortes necessários em 2014".

Cardozo então ficou calado alguns segundos, mas depois o advogado de defesa da presidente rebateu. De acordo com ele, não era tarefa dele estipular quais eram os motivos que levaram Rousseff a ser denunciada contra o crime de responsabilidade.

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O processo contra a petista é baseado nas chamadas "pedaladas fiscais". Depois da intervenção dos advogados, em uma sessão que começou com atraso, a Comissão foi interrompida para que os Congressistas pudessem se alimentar no almoço. 

Já se fala que a Comissão do impeachment passará do prazo esperado. Anteriormente, falava-se que a votação contra Rousseff no Senado seria realizada entre os dia 01 e 02 de agosto. Essa votação julgará se a petista será ou não deposta. Para que a deposição aconteça são necessários, no mínimo, 54 Congressistas. Lembrando que a votação que decretou o afastamento de Dilma teve 55 votos contra ela. A equipe do presidente em exercício Michel Temer, do PMDB, acredita que terá 60 votos nessa votação.

No entanto, quem apoia Rousseff vê a procrastinação do processo como uma das possibilidades para que o impeachment não tenha o pior fim para a petista, que é sair de vez do poder.

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Para tentar votos a seu favor, a presidente afastada já disse que pode convocar a antecipação das eleições através de um pedido ao Congresso. Para que essa antecipação viesse a acontecer, entretanto, os Senadores também teriam que, em sua maioria, aprová-la. Isso é praticamente inviável com a falta de apoio que a presidente tem hoje no Congresso.