A jurista Janaina Conceição Paschoal, que trabalha na acusação da presidente afastada Dilma Rousseff, aproveitou a sessão desta quinta-feira, 23, durante a Comissão do #Impeachment do Senado, para citar as prisões efetuadas mais cedo contra petistas pela Polícia Federal. Citando indiretamente o ex-Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que também foi preso, ela levou à ira de Senadores da base aliada. Paulo Bernardo é marido da Senadora Gleisi Hoffmann, eleita pelo Partido dos Trabalhadores (#PT) do Paraná. 

"A empresa que cuida desse sistema, por acaso é a Consist? Sem juízo de valor, mas é porque ela está envolvida nesse escândalo de hoje", ironizou Janaína Paschoal citando uma das empresas envolvidas do escândalo da Laja Jato, que teve nesta quinta sua trigésima primeira etapa. Uma das que ficou irritada foi a Senadora Vanessa Graziotini do Partido Comunista do Brasil (PC do B).

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Ela defendeu o marido da amiga Gleisi Hoffmann, que preferiu não comparecer à reunião depois da prisão preventiva. 

De acordo com Vanessa, Janaína estava fazendo um discurso político e falando de algo que não tinha respeito com a comissão do impeachment. Houve um breve momento de tumulto. Mais cedo, o Senador Lindbergh Farias, eleito pelo PT do Rio de Janeiro, disse que a impressão que tinha era de que a Polícia Federal apenas queria "constranger" a defesa de Dilma, mas que nem Gleisi, nem ele e Vanessa, parariam de trabalhar. Pelo contrário, disse ele: "agora trabalharemos mais forte". 

Os mandados de busca e apreensão na casa de Gleisi e Paulo em Curitiba, no Paraná , provocaram uma enorme polêmica no Senado Federal. O presidente do Senado, Renan Calheiros, do PMDB de Alagoas, agora disse, também segundo o jornal 'O Globo', que pedirá explicações ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre porque uma casa de uma Senadora foi "invadida" por Policiais Federais.

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Gleisi, por conta do cargo, tem foro privilegiado e não pode ser julgada por tribunais de segunda instância, como o que ocorreu em Curitiba, no Paraná.