Nesta quarta-feira, 08, o Senado Federal realizou mais uma das reuniões da Comissão do impeachment, que discute o destino da presidente afastada Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT). Os Senadores ouviram advogados de defesa e acusação da companheira política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Uma das profissionais de acusação era Janaína Paschoal. Ela se disse "indignada" por saber na imprensa de supostas "mordomias" dadas à Dilma e que não entendia a diferença dada no tratamento entre a acusação e a defesa da petista. 

Segundo Janaína, a mesa presidente da sessão teria permitido que mais de 40 pessoas fossem ouvidas como testemunha de Dilma.

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Ela foi rapidamente repreendida pelo Senador Raimundo Lira, que preside a Comissão. Eleito pelo PMDB da Paraíba, Raimundo disse que a acusação de Paschoal não fazia qualquer sentido. Em seguida, ela lembrou que estava indo à Brasília com dinheiro do próprio bolso e por vontade própria, pagando passagens e o hotel para ficar. De acordo com ela, o esforço era para todos os brasileiros se beneficiarem com a deposição da petista.

A advogada, que também é professora da USP, trocou algumas palavras com José Eduardo Cardozo, advogado de defesa de Rousseff e ex-Ministro da Justiça. Ela ainda criticou o fato da presidente afastada estar brigando para poder usar recursos públicos durante comícios contra o impeachment. 

Na semana passada, o Ministério da Casa Civil proibiu que Dilma utilizasse aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para viajar por todo o Brasil.

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Agora a presidente só pode fazer viagens entre o Rio Grande do Sul e Brasília. Nesses locais, atualmente, a presidente tem residência fixa. Um é onde fica sua casa própria, já em Brasília fica localizado o Palácio da Alvorada. 

O cartão corporativo da equipe da petista também chegou a ser cortado. Agora só a presidente pode fazer, por exemplo, gastos pessoais com comida. Ela teve gastos de R$ 62 mil em média por mês só neste ano, o que tem sido considerado absurdo pela equipe do presidente em exercício Michel Temer, do PMDB.  #Governo #Dilma Rousseff