O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, falou pela primeira vez sobre uma polêmica que ganhou a mídia nessa semana. Nesta sexta-feira, 10, ele disse a jornalistas que o vazamento dos pedidos de prisão de nomes peemedebistas não saíram da Procuradoria-Geral da República. Ele ainda disse que não faz sentido a tese de que os vazamentos poderiam, de alguma forma, criar alguma pressão contra o Supremo Tribunal Federal (STF). Os pedidos de prisões foram contra Renan Calheiros, José Sarney, Eduardo Cunha e Romero Jucá. 

Rodrigo Janot ainda criticou figuras que, segundo ele, deveriam ser imparciais e ter decoro, mas que tentam compartilhar "ideias estapafúrdias" de que ele teria publicado as informações sigilosas na imprensa.

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"Não sou justiceiro", disse ele. Em seguida, ele chamou essa ideia de absurdo. O Procurador concluiu relatando que não seria sequer possível conseguir pressionar a mais alta corte do país, relatando que os órgãos governamentais da justiça são isentos e separados. 

A declaração de Rodrigo Janot aparece depois que ele e a Procuradoria foram acusados de falta de isenção. Em entrevista a jornalistas, o Ministro do Supremo, Gilmar Mendes, chegou a dizer que quem vazou os pedidos de prisão estava cometendo um ato criminoso, mas preferiu não dizer quem teria feito isso, alegando que apenas uma investigação seria capaz de responder à essa pergunta.

Causou ainda a estranheza de Janot pedir a prisão e não uma investigação contra os nomes peemedebistas flagrados em uma conversa com o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado.

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Isso ficou ainda mais acentuado pelo fato das mesmas gravações falarem sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula também é alvo de outras apurações, como uma investigação do Ministério Público de São Paulo e também da #Lava Jato.

O Procurador chegou a pedir ao STF para abrir um inquérito contra o petista, alegando que esse poderia estar usando o seu poder político para atrapalhar a Lava Jato. O inquérito também foi solicitado para Dilma Rousseff e para José Eduardo Cardozo.   #Crime