Três nomes do PMDB não vão para a cadeia. Foi o que decidiu o Ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em um parecer publicado nesta terça-feira, 14, p ministro rejeitou o pedido do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot. Ele havia solicitado que a mais alta corte do país mandasse prender o presidente do Senado, Renan Calheiros, o ex-presidente da República, José Sarney e o Senador e ex-Ministro do Planejamento Romero Jucá. A decisão se baseia na imparcialidade do STF e na falta de provas para mandar prender os nomes peemedebistas.

O processo com a solicitação de prisão corria em segredo de justiça, mas acabou vazando na imprensa.

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Rodrigo Janot solicitou que fosse investigado quem vazou as informações. A ação é considerada criminosa e coloca em xeque a credibilidade da Procuradoria-Geral da República. O Ministro Teori disse que a situação imposta por Janot não era suficiente para pedir prisão preventiva, pois não configurava um flagrante. O procurador foi muito criticado pelo pedido, especialmente porque no passado ele não teria feito a mesma solicitação com nomes vinculados ao Partido dos Trabalhadores (PT).

Um dos nomes é o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O petista foi flagrado em uma conversa com a presidente afastada Dilma Rousseff. O dois falavam ao telefone sobre o termo de posse para entrar no Ministério da Casa Civil. Dilma decidiu empossar Lula depois que o Ministério Público de São Paulo solicitou sua prisão preventiva.

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Ela nega que o posto tenha sido dado por essa questão. No entanto, o cargo foi abdicado na justiça e o ex-presidente efetivamente não chegou realmente a cumprir atividades de Ministro. Ele ficou no cargo por pouco mais de uma hora. 

Além disso, o próprio Rodrigo Janot havia pedido ao Supremo Tribunal Federal que abrisse um inquérito contra Lula, Dilma e o ex-advogado da União, José Eduardo Cardoso. Segundo ele, havia indícios que o trio teria se organizado para atrapalhar as investigações da Lava Jato. Os três negam. #Crise-de-governo