Em entrevista ao jornal 'Washington Post', o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, confessou que no fundo se acha sob forte ameaça. Ele disse que na sua mesa de cabeceira da cama existe uma pistola. E não só, ela possui três cartuchos carregados. Prontos para serem acionados. Veja abaixo alguns pontos importantes da entrevista dada ao jornal americano.

Entrevista Polêmica

O Procurador que recentemente pediu a prisão preventiva de nomes do PMDB começou a conversa com a publicação americana falando sobre o que é a 'Lava Jato'. Ele deu detalhes de que a investigação começou no Paraná e que, por isso, está nas mãos do juiz federal Sérgio Moro.

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A apuração da Polícia Federal começou em um posto de gasolina, no qual havia um cartaz sobre lavagem de carros. Daí o nome da operação. Rodrigo Janot então revelou que começou a se tornar óbvio que o dinheiro usado em propinas saia da Petrobrás logo nos primeiros trabalhos dos investigadores. 

Para ele, no entanto, a maior estatal do país acabou sendo vítima de uma organização criminosa. Ele explicou que para conseguirem contratos altos, as empresas se organizavam entre si, tentavam apoio político e faziam de negociações públicas uma espécie de campeonato de futebol, no qual quem sai perdendo é o povo brasileiro e também a Petrobrás, que teve enorme desvalorização no mercado internacional. 

Em outro ponto importante da entrevista, Rodrigo Janot fala sobre a atuação da presidente #Dilma Rousseff na estatal, quando os desvios de corrupção ocorreram.

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No período entre 2003 e 2010, ela foi chefe do Conselho administrativo da Petrobrás. De acordo com ele, por enquanto, nenhuma investigação da Lava Jato aponta Dilma como uma das pessoas que recebeu suborno ou participou ativamente em esquemas de corrupção. O mesmo Janot, no entanto, chegou a pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) que abrisse um processo contra a presidente afastada. Ele alegava forte suspeitas sobre ela em tentar atrapalhar as investigações conduzidas por Sérgio Moro. 

O jornal ainda quis saber se Janot tinha medo em estar algo tão grande e lembrou que muitas pessoas não devem gostar dele. "Eu tomo minhas próprias precauções. Eu mantenho uma pistola por minha mesa de cabeceira, com três cartuchos carregados com 14 balas em cada um", respondeu o Procurador.  #Governo #Impeachment