O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que Jaques Wagner pode sim ser investigado na Lava Jato. O pedido tinha sido solicitado pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot. Com a decisão, fica agora a cargo do juiz federal Sérgio Moro decidir como devem funcionar as investigações contra o homem que trabalhou como Ministro da Casa Civil durante o governo da presidente afastada Dilma Rousseff. Quem assinou a decisão foi o Ministro Celso de Mello. A decisão também só foi tomada depois que Jaques Wagner deixou o governo com o afastamento de Dilma, deixando, portanto, de ter foro privilegiado.

Nomes como foro privilegiado somente podem ser investigados a partir de determinações da mais alta corte do país.

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Alguns políticos e empresários por estarem ligados diretamente a pessoas com foro também passam pela análise do STF, como é o caso do ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva. Com a investigação de Wagner, Sérgio Moro se aproxima também dos dois nomes mais conhecidos do PT, Lula e Dilma. Apurar o ex-Ministro pode colocar a presidente afastada do meio da Lava Jato. Caso isso ocorra, será necessário que o STF decida como será a investigação.

Isso porque apesar de afastada, Dilma mantém o cargo de presidente, recebendo, inclusive, salário para isso. Rousseff recebe cerca de R$ 30 mil todos os meses, além de outros benefícios, como o "cartão corporativo". De acordo com uma reportagem da Folha de São Paulo, na média mês desse ano, a petista gastou R$ 62 mil apenas com despesas relativas à alimentação. 

Em tempo, o ex-Ministro nega qualquer envolvimento com a Lava Jato ou com outro crime, assim como a maioria dos nomes investigados por Sérgio Moro.

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Apesar da negativa, o PT vê mais um dos seus nomes poderosos no meio de uma apuração comandada pela Polícia Federal. 

O pedido de abertura de inquérito contra Jaques Wagner aparece justamente quando Dilma começava a ganhar espaço na corrida contra o impeachment, especialmente depois da divulgação do pedido de prisão envolvendo diversos peemedebistas. #Dilma Rousseff