A Revista Veja revelou nesta sexta-feira, 10, que o ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT), João Vaccari Neto, decidiu realizar uma delação premiada. Ainda, é claro, não há nenhum depoimento dele à Lava Jato. No entanto, as hipóteses para as consequência do que essa fala gerará podem ser desastrosas para o #PT, especialmente para a presidente afastada Dilma Rousseff e para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Há quem diga até que João Vaccari Neto seria capaz de derrubar metade do Congresso e da Câmara, assim como o próprio Planalto, na figura de Dilma. A delação dele pode gerar até a cassação de Rousseff no Tribunal Superior Eleitoral. 

João operou mais de R$ 1 bilhão, de acordo com a Veja, em esquemas de propina que beneficiaram o PT.

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Esse dinheiro irregular pode ter sido utilizado na campanha de Dilma. Antes de decidir delatar, no entanto, o tesoureiro se negou a falar, dizendo que delatar seria como entregar toda a alma de um partido que ele ajudou a fundar. Documentos nas mãos do tesoureiro mostram o que ocorreu no caixa do PT nas últimas décadas. Não só agora, encrencando Rousseff, mas também nas eleições vitoriosas e nas derrotas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Um dos motivos que levaram o tesoureiro a ficar tanto tempo calado seria o medo que ele tem da Central Única dos Trabalhadores, a CUT. O delator acredita que quando botar o pé fora da cadeira seria morto pelos sindicalistas, diz a Veja. O PT teria ficado sabendo de que Vacarri falaria à Lava Jato há apenas duas semanas. Um grupo de Senadores foi até à cidade de Curitiba, no Paraná, onde o petista está preso.

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Lá, ouviram reclamações de que o tesoureiro se acha esquecido pelo grupo. 

Ainda assim, os Congressistas teriam voltando da viagem aliviados. Isso porque o tesoureiro teria prometido que só falaria coisas friamente calculadas. O objetivo dele, de acordo com a reportagem da revista, seria dizer que o governo do presidente em exercício Michel Temer, do PMDB, é ilegítimo. Basta saber se Sérgio Moro vai acreditar nas declarações e provas.