Um crime bárbaro chocou a população de São Carlos, interior de São Paulo. Uma jovem de apenas 17 anos matou o padrasto, Milton Taidi Sonoda, de 39 anos a facadas com a ajuda da mãe, no dia 18 do mês passado. A investigação concluiu que as duas estavam planejando o #Crime há, pelo menos, dois meses. Milton era professor de física na UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro).

Conversas pelo WhatsApp, que foram interceptadas pela Polícia Civil, mostram mensagens de mãe e filha conversando e planejando a morte do professor. A mãe nega a autoria do crime e disse que sua participação foi somente ocultar o cadáver da vítima, que foi encontrado, posteriormente, totalmente carbonizado.

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O motivo do crime, segundo a polícia, seria um dinheiro que Milton estava gastando na reforma de uma casa em Uberaba (MG). Esta casa seria a morada da família em breve, mas Milene, esposa de Milton e mãe da adolescente, não queria se mudar de São Carlos. Como Milton estava gastando todo o dinheiro que tinha em reserva, na reforma da casa, a esposa, com medo de ficar sem dinheiro, planejou junto com a filha a morte do marido.

A adolescente contou, em depoimento, que desferiu três facadas na região do abdômen. Ele, que estava dopado, caiu no chão e ficou agonizando por cerca de 10 minutos até morrer. Em seguida, mãe e filha colocaram Milton no carro, seguiram até o KM148 da SP-215 e atearam fogo. O carro com o corpo só foi encontrado horas depois pelo Corpo de Bombeiros.

Escoltada por policiais, a adolescente chegou por volta das 15h da tarde de hoje no Fórum de São Carlos.

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Foram ouvidas duas testemunhas de acusação, que são dois investigadores que cuidam do caso. De acordo com o advogado da adolescente, as testemunhas de acusação apenas confirmaram o que já haviam dito em depoimento, e que a jovem assumiu a autoria do crime e disse que o praticou sozinha. O advogado, Arlindo Basílio, ainda explicou que defendia uma pena mais branda, mas que não conseguiu reverter a decisão do juiz.

Na tarde desta quinta-feira (09), foi julgada procedente pelo juiz da Vara da Infância e Juventude a acusação e, como medida socioeducativa, a jovem ficará internada por três anos na Fundação Casa. #Casos de polícia