Nessa semana, um crime envolvendo um suposto estupro mexeu com a capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. Uma estudante universitária disse que tinha sido estuprada por um homem em um ponto de ônibus. Ela chegou até a fazer um retrato falado do suposto estuprador, amplamente divulgado nas redes sociais. Um homem, que transeuntes acharam parecido com o suposto estuprador, acabou sendo linchado. Ele foi parar no hospital com traumatismo craniano e continua internado. 

No entanto, nesse fim de semana, após saber que o homem apanhou sem qualquer motivo, a estudante decidiu revelar que tudo o que contou era uma tremenda mentira.

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Em entrevista à jornalistas, a delegada Tatiana Barreira Bastos, que coordenava as investigações sobre o suposto estupro, disse que a apuração e divulgação do rosto falado ocorreu porque não só a menina, mas outras pessoas garantiram que tinham visto o estuprador. 

A delegada disse ainda que mesmo por mentir, a universitária não pagará pela agressão que o homem sofreu. "Fica a lição", disse a responsável pelo caso, que emendou, lembrando que só a polícia poderia agir. Ela ainda aproveitou o espaço para tranquilizar populares e negar alguns boatos, que davam conta que o estuprador estaria solto. "Não existe nenhum maníaco", afirmou a mulher. 

De acordo com a Polícia, a menina sofre de transtornos psicológicos. Ela chegou a acusar dois homens, que foram reconhecidos pela suposta vítima. Mesmo dando um depoimento confuso, com uma ou outra lacuna, a estudante, que cursa o ensino de jovem e adultos, parecia muito convincente.

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Investigadores revelaram que ela chegava a ficar emocionada quando falava sobre o assunto.

A família agora encaminhou a menina de 19 anos para uma clínica de internação, afim de que ela possa ser liberada. O homem que apanhou de transeuntes continua internado. A Polícia pede para que a população acredite no trabalho dos investigadores, evitando assim que venha a tomar atitudes tão ou mais criminosas contra suspeitos de crimes, ou pior, contra pessoas completamente inocentes. #Crime #Investigação Criminal