Teve início nesta quarta-feira (01) o julgamento da socialite Marcelaine dos Santos Schumann. Marcelaine é acusada de planejar e mandar matar sua rival, Denise Silva. Segundo as investigações, o #Crime teria sido motivado por ciúmes do amante. Denise sobreviveu após ser baleada no pescoço, em 2014. No momento do crime, a vítima estava em um estacionamento de uma academia. Confissões marcaram as primeiras 10 horas do julgamento que terá continuidade amanhã.

Além da socialite, outros quatro envolvidos no crime foram ouvidos no Fórum Henoch Reis, em Manaus. O júri é guiado pelo juiz Mauro Antony. 

Marcelaine, que é acusada de encomendar o crime, será julgada junto a outros quatro réus.

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Charles Mac Donald Lopes Castelo Branco, Rafael Leal dos Santos, Karen Arevalo Marques (que teria fornecido a arma usada) e Ednei Costa Gomes. Rafael, também conhecido como "salsicha", responde por tentativa de homicídio; de acordo com as investigações, foi ele quem atirou na vítima.

A primeira pessoa a depor no julgamento que teve início às 9:30 foi a vítima, Denise Silva. Denise é bacharel em Direito e se negou a falar sobre o envolvimento amoroso que teria com o empresário Marcos Soto. Também foram ouvidos o delegado responsável pela investigação na época do atentado, Paulo Martins, da Polícia Civil, Marcos Soto (suposto pivô do crime), o investigador da Polícia Civil Geraldo Filho, Erivelton Barreto (que é advogado e esposo da vítima) e José Maurício César de Albuquerque, perito legista.

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Depoimentos

Denise Silva afirmou em seu depoimento não conhecer Marcelaine, mas admitiu que a acusada havia ligado várias vezes para seu esposo. Segundo ela, Marcos ligava-lhe constantemente e a socialite teria descoberto através de registros na conta de telefone. Quanto ao autor do disparo, ela disse ter visto perfeitamente o perfil de Rafael. Denise disse não ter desafetos, e que a única pessoa em que pensou no momento do crime, foi a Marcelaine.

A vítima chorou durante o depoimento e falou que, após a tentativa de homicídio, sofreu de depressão. O perito que assinou o corpo de delito relatou que a vítima ainda corre risco de vida, devido à bala ainda alojada em seu corpo. Ela corre o risco de ficar tetraplégica, caso a bala se desloque. 

Marceleine, ao depor, confirmou ter um caso extraconjugal com Marcos Soto. Segundo ela, durante um problema de saúde que seu marido passava acabou se aproximando de Marcos. Soto, por sua vez, confirmou que tinha um caso com a acusada e também com a vítima.

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Finalizou dizendo que ama a sua esposa, que errou com sua família e que está de luto.

Erivelton, esposo da vítima, disse ter sido procurado insistentemente pela acusada. Segundo ele, Marceleine ligava para contar sobre o envolvimento de Denise com Marco. Erivelton afirmou ter visto Marcos Soto seguindo o carro da sua esposa. Em seu depoimento, ele diz que chegou a agredir Soto com um murro e pensou em se separar da esposa, tendo chorado ao lembrar das dificuldades em seu relacionamento.

Marcelaine admitiu que planejou o crime, mas que não tinha a intenção de matar a rival e pediu perdão. Eguinaldo Moura, advogado de defesa da acusada, reafirmou que sua cliente não quis matar Denise; ele adiantou que novas teses serão apresentadas na quinta que irão surpreender o júri. #Investigação Criminal #Casos de polícia