Para quem não lembra, em um passado não muito distante, a hoje Senadora Kátia Abreu, eleita pelo PMDB do Tocantins, era uma inimiga convicta da hoje presidente afastada Dilma Rousseff e do Partido dos Trabalhadores. No entanto, ao conseguir um Ministério no #Governo da petista, ela passou a ser melhor amiga da mulher que pode ser deposta pelos Senadores e ficar inelegível por até oito anos. A votação no Congresso que decidirá pela deposição ou não de Dilma ainda não foi marcada oficialmente, mas acredita-se que acontecerá em agosto. 

De acordo com uma nota publicada pelo jornalista Cláudio Humberto nesta quinta-feira, 02, no site 'Diário do Poder', Kátia agora estaria assediando outros Senadores.

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Esse assédio tem sido tão forte que acontece até mesmo no Plenário. Abreu terminou o governo junto com Dilma e tenta agora reverter o impeachment dela. Como Ministra da Agricultura, ela ajudou a defesa de Rousseff na Comissão do impedimento do Senado, ficando ao lado dos então Ministro da Fazenda e do Advogado-Geral da União. O último, José Eduardo Cardozo, continua na defesa da presidente afastada, mesmo perdendo o cargo na Advocacia-Geral na União. 

Kátia estaria fazendo várias promessas aos Senadores para ele mudarem de lado. Uma das que tem agradado bastante os Congressistas é o fato dela afirmar categoricamente que, caso Dilma retorne ao poder ela convocará novas eleições presidenciais. Além de uma PEC assinada pela presidente, novas eleições só podem ser convocadas caso o Senado também assim o aprove.

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Hoje o Partido dos Trabalhadores (PT) e a base aliada de Dilma estão em pequeno número, não suficiente para aprovar qualquer coisa. 

Com isso, Kátia pode promover um "Vira-casaca" coletivo. Um dos Senadores que estaria disposto a mudar de lado é Romário Farias, do PSB do Rio de Janeiro. Ele confessou que estaria pensando em como será o seu voto pela deposição ou não de Dilma. Nesta quarta-feira, 1º de junho, Romário renunciou à comissão do impeachment. Além do Senado, uma nova eleição necessitaria de 308 votos na Câmara dos deputados.  #Dilma Rousseff