Durante a disputa política dos últimos meses, quando a presidente afastada Dilma Rousseff começou a lutar contra o impeachment, uma polêmica surgiu na internet. Ela envolve artistas que receberam autorização para captar recursos da Lei Rouanet e que defendiam a representante do Partido dos Trabalhadores (PT). Os boatos de irregularidades foram tão grandes que a Câmara dos deputados decidiu abriu uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o assunto. O Senado já tem número de assinaturas suficiente para abrir outra, mas espera a resposta da Câmara.

Nesta sexta-feira, 03, mais um passo polêmico foi dado contra os beneficiários da Lei Rouanet.

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Isso porque agentes federais da 'Lava-Jato' decidiram investigar o financiamento cultural no país. Diversos artistas recebem/receberam o benefício. Tico Santa Cruz, líder da banda Detonautas, seria apenas um deles. Outros nomes como Luan Santana, Maria Bethânia e Claudia Leitte chegaram a solicitar recursos (todos através de outras empresas), mas alguns dos projetos acabaram ficando apenas no papel depois de muita polêmica. Alexandre Frota, por exemplo, não concorda com a forma como a lei capta dinheiro e pede o que chama de "fim da teta". 

Quem está à frente da nova investigação da #Lava Jato é o delegado Eduardo Mauat. Ele pediu ao Ministério da Transparência que envie detalhes dos 100 maiores captadores dos recursos da Lei Rouanet durante os últimos dez anos. Por acaso, nesse tempo, quem governou o país foram representantes do Partido dos Trabalhadores: Lula e Dilma.

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Além dos nomes, outras informações serão apuradas pelos agentes. Não está descartado chamar envolvidos para depoimentos esclarecedores. 

É bom lembrar que a Lei Rouanet sequer foi criada no governo do PT, mas sim ainda na era Fernando Collor de Mello, em 1991. O Ministério do Planejamento terá que detalhar tudo o que envolveu os 100 maiores beneficiários e se houve prestação de contas ou não em relação aos projetos. O assunto gera sempre muita polêmica. Recentemente, o presidente em exercício Michel Temer extinguiu e depois recriou o Ministério da Cultura, que comanda a autorização da captação de recursos da lei. #Crime