O líder do PT na Câmara, deputado Afonso Florence, eleito pela Bahia, acabou desmentindo, mesmo que sem querer, uma fala que a presidente Dilma Rousseff começou a fazer nos últimos tempos. Ela garante que convocará um plebiscito para saber o futuro do governo, caso tenha a oportunidade de retornar ao poder. A representante do Partido dos Trabalhadores (PT) disse também que quer saber se os brasileiros querem ou não antecipar as eleições presidenciais. 

De acordo com Afonso, isso não irá acontecer, não agora. Ele diz que só se pode falar em plebiscito depois que Dilma vencer o processo de impeachment. Ele foi além, dizendo que como líder do governo nem está trabalhando para isso agora.

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O trabalho do deputado, segundo o próprio, é para conseguir adeptos para Dilma, fazendo com que se ela voltar, Dilma tenha condições de conseguir governar. Isso porque a grande maioria da Câmara dos deputados e do Senado votou contra a companheira política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Apesar de negar que avalie agora o plebiscito, o deputado diz que com a Câmara mais favorável à Rousseff, ficaria mais fácil conseguir convocar o plebiscito. Esse, provavelmente, seria realizado já nas eleições municipais deste ano. Lembrando que a votação contra a presidente afastada no Congresso está prevista para acontecer entre os dias 01 e 02 de agosto. Para que ela seja deposta, são necessários 54 dos 81 votos possíveis. Do contrário, ela permanece no governo e toma o lugar que agora está com o interino Michel Temer. 

Avalia-se que a ideia de defender novas eleições funciona muito bem, tanto para o público eleitor, como também para os parceiros políticos.

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Isso porque são inúmeros políticos que estão na mira de investigações. Até eles concordam que é necessário fazer uma limpeza geral. Começar tudo de novo. Alguns vão além e defendem fazer o que se chama de "reforma política". Uma das propostas é acabar com as reeleição. Essa está sendo analisada pelo Senado. Com isso, o mandato do presidente continuaria sendo de 4 anos, mas ele não poderia ter um "repeteco" no poder. #Dilma Rousseff