O ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, continua sendo um dos "queridinhos" de notícias que podem derrubar políticos. De acordo com informações do jornal 'O Globo', em matéria publicada nesta quarta-feira, 08, Machado revelou em delação premiada que captou dinheiro com uma das maiores empreiteiras do pais para ajudar uma deputada comunista. A empreiteira em questão é a Queiroz Galvão, arrolada na investigação da Lava Jato, que estuda recursos desviados da maior estatal brasileira, a Petrobrás. A deputada em questão é Jandira Feghali, do PC do B do Rio de Janeiro.

Jandira é uma das principais defensoras da presidente afastada Dilma Rousseff ao #Governo.

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O Partido dos Trabalhadores (PT), inclusive, deve apoiar a deputada na campanha para a prefeitura do Rio de Janeiro neste ano. Até então, a legenda que colocou a presidente do poder era unida ao PMDB, partido do presidente em exercício Michel Temer. 

Na delação, Sérgio Machado deixa claro que Jandira foi sim uma das recebedoras de recursos junto a empresas que forneciam serviços para a Transpetro. O ex-presidente da empresa ainda dá detalhes de como fazia para conseguir dinheiro. Segundo Sérgio, a grana vinha para contribuir para as campanhas. O dinheiro seria legalizado perante à Justiça Eleitoral. 

Além de Feghali, quem também teria recebido a ajuda sempre bem vinda foi o petista Luiz Sérgio. No entanto, a deputada comunista não teria o menor receio de negociar doações. Ela teria pedido pessoalmente para Machado para conseguir o dinheiro com as empreiteiras.

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Pelo menos é o que ele tem garantido durante suas delações à Procuradoria-Geral da República. 

Depois do pedido da parlamentar, o dinheiro para a campanha foi conseguido. A única informação muito importante que o jornal 'O Globo' diz não conseguir obter é justamente o montante para ser investido na campanha da política do Rio de Janeiro 

Além da Queiroz Galvão, outras empresas teriam feito doações entre as eleições de 2010 e 2014. São elas a Brasfels, a Fels, a Keppel e a UTC. Curiosamente, todas as marcas mencionadas são alvos do juiz federal Sérgio Moro na Lava Jato.