Um policial da Guarda-Civil Metropolitana matou um menino de 12 anos neste sábado, 25, em São Paulo. O caso aconteceu na Zona Leste, quando profissionais da GCM foram abordados por motoqueiros que relataram um assalto por dois homens armados. Os guardas começaram uma perseguição e houve troca de tiros. Os dois homens fugiram. No banco de trás do veículo, no entanto, estava o garoto, que morreu com um tiro na nunca. Um policial militar aposentado confirmou que viu quando os bandidos que dirigiam o carro fugiram. Os guardas, ao perceberem que havia um adolescente no veículo, esperaram até o socorro chegar. No entanto, o garoto ao chegar ao hospital já não tinha vida.

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"O pessoal falava que meu filho andava com gente errada, mas não era marginal. Quero Justiça, mataram meu filho", disse a mãe do adolescente, uma ajudante de cozinha de 47 anos, em entrevista ao jornal 'Folha de São Paulo'. De acordo com ela, todos os dias ela acorda às cinco da manhã e não tem condições de saber o que acontece com o filho depois. Ela confessou, no entanto, que os vizinhos disseram que o filho começou a se envolver em pequenos assaltos, mas até então não havia sido detido pela Polícia Militar. A PM não confronta a informação na reportagem da 'Folha'. 

"Vou sentir que ele morreu depois que ele não estiver na caminha dele", continuou a mãe muito emocionada. O policial que confessou ter dado o tiro foi indiciado por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar.

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Ele foi preso em flagrante pela morte do garoto. Um representante dos Direitos Humanos explica que ainda não há provas de houve uma troca de tiros. Segundo o advogado Ariel de Castro, o único tiro encontrado no veículo foi justamente o dado pela Polícia. É preciso lembrar, no entanto, que dificilmente um atirador desfere balas contra o próprio veículo. 

O Prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores (PT), condenou a ação da Guarda Civil em uma entrevista, dizendo que a função do órgão não é atirar nas pessoas.  #Crime #Investigação Criminal