Na manhã desta quarta-feira, a polícia concluiu o inquérito da morte de Marcos Antônio Celeste. De acordo com a delegada Julia Magalhães, responsável pelo caso, o homicídio ocorrido no início do mês trata-se de uma morte encomendado pela própria irmã do rapaz. Maria Celeste foi indiciada pela polícia como a suposta mentora do #Crime. De acordo com os policiais, ela teria encomendado o assassinato no valor de R$ 13 mil. Após ser notificada da execução, a mentora teria desaparecido do local de onde reside, aplicando um calote nos autores do homicídio. Capturados na semana passada, os dois principais suspeitos do crime acabaram confessando participação na morte de Marcos Antônio e em depoimento acabaram entregando Maria Celeste como mandante da execução.

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De acordo com testemunhas, depois que seu pai faleceu, Maria Celeste começou a se comportar de maneira diferente do que aparentava ser. Após dar início ao processo de dilapidação dos bens familiares, ela não queria que seu irmão mais novo participasse do inventário. Os investigadores também descobriram que Maria dopava sua mãe com medicamentos controlados. Tudo planejado por ela, para que a matriarca da família perdesse o controle da situação.

Desconfiando dos gastos exorbitantes da aposentadoria dos pais, o irmão mais novo começou a lhe pedir explicações sobre os gastos. Considerando seu irmão como um verdadeiro obstáculo, ela resolveu que deveria tirá-lo do caminho a qualquer custo e por isso resolveu contratar a dupla para executá-lo. A delegada diz não ter dúvidas de que foi Maria Celeste quem encomendou o assassinato do irmão: ''Durante os 20 dias de investigação, conseguimos cumprir mais de cinco mandados de prisão, efetuamos diversas buscas e apreensões nas residências dos envolvidos".

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''Felizmente conseguimos terminar as investigações com a apreensão dos executores e da mandante do crime'', concluiu a delegada. A equipe de investigação conseguiu chegar até Maria depois de quebrar seus sigilos telefônicos, quando descobriu que havia várias mensagens trocadas entre os dois irmãos. Durante as investigações, foi constatado que a mandante do crime estava sofrendo pressão do irmão para explicar melhor sobre o processo de dilapidação dos bens familiares. Marcos Antônio cursava o último ano de veterinária na Universidade Federal da Paraíba (UFPB). De acordo com seus familiares, ele era uma boa pessoa e cheia de planos para o futuro.

O homicídio

No dia do crime, a ação dos executores foi rápida. Assim que chegaram de carro, entraram rapidamente na padaria onde Marcos era proprietário, no bairro Jardim Luna. De acordo com testemunhas, os bandidos renderam os funcionários e cliente simulando um assalto. Em seguida, um dos executores teria chegado até Marcos, que estava deitado no chão e mandado que ele lhe entregasse a chave da moto.

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Feito isso, o bandido teria efetuado dois disparos contra a vítima, um deles atingiu a cabeça do rapaz, que chegou ao hospital sem vida. Uma equipe do Instituto de Perícias de João Pessoa concluiu que o tiro não foi acidental. De acordo com o perito Aldenir Lins, o caso apresentava sinais de execução. #Curiosidades #Casos de polícia