Nesta terça-feira, 07, o advogado Ariel de Castro, que representa um menino de 11 anos envolvido em um crime, informou que ele mudaria novamente sua versão sobre a morte de um garoto de 10 anos na última quinta-feira, 02. O menor foi morto pela Polícia Militar depois que roubou um carro em São Paulo. A Polícia diz que ele atirou contra os agentes de segurança. 

No primeiro depoimento, o menor de 11 anos confirmou a mesma versão da Polícia, relatando que o amigo estava armado, que ele chegou a pedir que ele parasse de atirar, mas que ele não obedeceu. No segundo depoimento, o integrante da dupla que roubou um carro na Zona Sul paulista voltou a dizer que o morto estava armado.

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No entanto, ele revelou que a Polícia teria matado o garoto depois da rendição.

Neste terceiro depoimento, o garoto, que tem diversas passagens pela Polícia, revelou que seu colega nem arma tinha. Testemunhas afirmam que ouviram uma troca de tiros. Imagens de Câmera de Segurança mostram o PM atirando depois que o veículo há havia parado. O governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, do PSDB, defendeu a tese da Polícia, dizendo que era evidente que os meninos atiraram, mas que ocaso precisava ser investigado com o devido vigor que merece.

O advogado do sobrevivente do #Crime é membro do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos (Condepe). No novo depoimento, o cliente do advogado informa que a arma foi plantada após a ação criminosa. O revólver 38 foi enviado à perícia. A mãe do menor morto confirma que ele não sabia lidar com armas de fogo.

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De acordo com ela, criminosos da favela onde ela mora não vendem armas para crianças. 

Apesar de dizer isso, testemunhas garantem que o menino já fez outros assaltos com mão armada. Um segurança de um hotel da região diz que a dupla realizou, inclusive, a imobilização de funcionários do local. Eles roubaram dinheiro e pertences dos clientes do local. Um registro de ocorrência foi feito. O garoto morto tinha vinte passagens pelo Conselho Tutelar. A mãe dele seis passagens pela Polícia. O pai está preso desde 2013 por tráfico de drogas.  #Investigação Criminal